Idoso de 75 anos com histórico de doença arterial coronariana, vem à UBS com queixa de constipação, letargia e intolerância ao frio. Ao exame físico, nota-se pele seca, sem demais alterações. Você solicita exames laboratoriais gerais, todos normais, exceto pela função tireoidiana, com os seguintes resultados: TSH 95,38 mUI/L (VR 0,3 - 4,7 mUI/L) e T4 livre: 0,55 mg/dL (VR 0,7 - 1,9 mg/dL). Diante deste caso, qual a conduta mais adequada?
Questão
Idoso de 75 anos com histórico de doença arterial coronariana, vem à UBS com queixa de constipação, letargia e intolerância ao frio. Ao exame físico, nota-se pele seca, sem demais alterações. Você solicita exames laboratoriais gerais, todos normais, exceto pela função tireoidiana, com os seguintes resultados: TSH 95,38 mUI/L (VR 0,3 - 4,7 mUI/L) e T4 livre: 0,55 mg/dL (VR 0,7 - 1,9 mg/dL). Diante deste caso, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
A) Iniciar 25 mcg de levotiroxina ao dia, com elevação gradual da dose a cada 6-8 semanas.
B) Iniciar 100 mcg levotiroxina ao dia e solicitar retorno em 8 semanas.
C) Iniciar 50 mcg de levotiroxina ao dia e solicitar retorno em 8 semanas.
D) Iniciar 75 mcg de levotiroxina ao dia, com elevação gradual da dose a cada 6-8 semanas.
E) Iniciar 125 mcg levotiroxina ao dia e solicitar retorno em 4 semanas.
Explicação
- Interpretação dos exames
- TSH muito elevado (95,38 mUI/L) com T4 livre reduzido (0,55) caracteriza hipotireoidismo primário manifesto.
- Particularidades do paciente
- Idoso (75 anos) e com doença arterial coronariana (DAC).
- Em pacientes com DAC, a reposição de levotiroxina pode aumentar a demanda miocárdica de oxigênio e precipitar angina/arrítmias/isquemia se iniciada em doses altas.
- Conduta recomendada
- Em idosos e/ou cardiopatas, a conduta clássica é “start low, go slow”: iniciar com dose baixa (tipicamente 12,5–25 mcg/dia) e titular lentamente.
- O ajuste deve ser feito em intervalos de 6–8 semanas, pois o TSH demora a estabilizar após mudança de dose.
- Análise das alternativas
- A) 25 mcg/dia com elevação gradual a cada 6–8 semanas: conduta mais segura e adequada para idoso com DAC.
- B, C, D, E: doses iniciais mais altas aumentam o risco cardiovascular nesse contexto.
Alternativa correta: (A).