Farmacologia: Alessandra, 25 anos, há 2 anos faz uso de fluoxetina (um antidepressivo de segunda geração), prescrita pela sua ginecologista para o controle de sintomas pré-menstruais, obtendo um ganho excepcional na sua qualidade de vida. Certa vez, precisou dormir na casa de uma prima, mas teve dificuldade de adormecer devido aos latidos do cachorro do vizinho. Sua prima então lhe ofereceu um comprimido de diazepam dizendo: "minha mãe toma esse comprimido e dorme a noite toda". Após ingerir o diazepam, Alessandra realmente dormiu por horas seguidas. No dia seguinte, teve dificuldade de acordar e apresentou alterações psicomotoras e na sua concentração. Com base no seu conhecimento sobre os conceitos básicos de farmacologia, o que causou este quadro apresentado por Alessandra?
Alessandra, 25 anos, há 2 anos faz uso de fluoxetina (um antidepressivo de segunda geração), prescrita pela sua ginecologista para o controle de sintomas pré-menstruais, obtendo um ganho excepcional na sua qualidade de vida. Certa vez, precisou dormir na casa de uma prima, mas teve dificuldade de adormecer devido aos latidos do cachorro do vizinho. Sua prima então lhe ofereceu um comprimido de diazepam dizendo: "minha mãe toma esse comprimido e dorme a noite toda". Após ingerir o diazepam, Alessandra realmente dormiu por horas seguidas. No dia seguinte, teve dificuldade de acordar e apresentou alterações psicomotoras e na sua concentração. Com base no seu conhecimento sobre os conceitos básicos de farmacologia, o que causou este quadro apresentado por Alessandra?
A) Ocorreu um efeito colateral
B) Ocorreu uma reação adversa
C) Ocorreu uma extrapolação da janela terapêutica
D) Ocorreu uma interação medicamentosa
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Contexto clínico: Alessandra faz uso crônico de fluoxetina (ISRS) e, em uma ocasião, ingeriu diazepam (benzodiazepínico) por conta própria.
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O que aconteceu após o diazepam: ela dormiu por muitas horas e, no dia seguinte, apresentou dificuldade para acordar, alterações psicomotoras e piora da concentração — quadro típico de depressão do SNC/sedação excessiva (efeito exagerado do benzodiazepínico).
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Conceito farmacológico envolvido:
- Efeito colateral: efeito esperado/inerente do fármaco, geralmente previsível, que pode ocorrer mesmo em uso correto (ex.: sonolência com benzodiazepínico). Porém, aqui o ponto central da questão é que ela já usava outro medicamento que pode modificar esse efeito.
- Reação adversa: efeito nocivo, não intencional, em doses usuais. Poderia ser, mas o enunciado direciona para o mecanismo de base (conceitos básicos) e para o fato de ela estar em uso de fluoxetina.
- Extrapolação da janela terapêutica: sugere dose excessiva/toxicidade por ultrapassar concentração terapêutica. O enunciado não informa superdosagem; o problema ocorre no contexto de associação.
- Interação medicamentosa: ocorre quando um fármaco altera o efeito de outro (por mecanismo farmacodinâmico e/ou farmacocinético). A associação fluoxetina + diazepam pode potencializar/prolongar efeitos no SNC (sedação, lentificação psicomotora), explicando a “ressaca” no dia seguinte.
Assim, o quadro é melhor explicado por interação medicamentosa entre a fluoxetina (uso contínuo) e o diazepam (uso agudo), levando a sedação e prejuízo psicomotor mais intensos/prolongados.
Alternativa correta: (D).