Argumentação: Ao citar os experimentos realizados em 2003 e 2010 com universitários, a articulista utiliza esses dados para sustentar a seguinte tese:
Ao citar os experimentos realizados em 2003 e 2010 com universitários, a articulista utiliza esses dados para sustentar a seguinte tese:
A) O acesso à informação sobre a perspectiva alheia prescinde do processamento e da aplicação dessa informação na conduta prática.
B) O nível superior de escolarização é um fator determinante para que o indivíduo possa desenvolver plenamente a teoria da mente.
C) Os universitários são a única parcela da população capaz de demonstrar que a capacidade biológica é superior à experiência prática.
D) O ambiente acadêmico falha quando deixa de ensinar aos estudantes como interpretar as intenções de instrutores em situações práticas.
E) A falha na comunicação entre "instrutor" e alunos ocorreu devido à ambiguidade da língua, sendo os participantes isentos de limitação cognitiva.
A questão afirma que a articulista cita experimentos (2003 e 2010) feitos com universitários para sustentar uma tese. Em geral, quando textos sobre “teoria da mente”/perspectiva do outro usam esse tipo de experimento, a ideia central é: não basta ter a informação sobre o que o outro sabe/pensa; é preciso processá-la e aplicá-la na ação concreta (no momento de decidir o que fazer/dizer).
Entre as alternativas, a A é a que formula exatamente essa relação: ela distingue ter acesso à informação sobre a perspectiva alheia de usar essa informação na conduta prática, indicando que o acesso por si só não garante (ou pode até “prescindir de”) o processamento e a aplicação efetiva.
As demais opções deslocam o foco para explicações que não decorrem, em regra, desse tipo de evidência:
- B atribui a escolarização como fator determinante (generalização indevida).
- C e D restringem a conclusão a universitários ou ao “ambiente acadêmico” (recortes não sustentados necessariamente).
- E reduz o problema à ambiguidade linguística e isenta limitações cognitivas, o que contraria a função típica desses experimentos (evidenciar limitações/processamento falho, não apenas linguagem).
Assim, os dados experimentais são usados para defender que saber algo sobre a mente do outro não implica, automaticamente, conseguir empregar isso no comportamento prático.
Alternativa correta: (A).