Leishmaniose Visceral Canina: No âmbito do Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Canina, os serviços públicos de saúde utilizam um protocolo de diagnóstico sorológico sequencial com o objetivo de aprimorar a especificidade da plataforma diagnóstica e reduzir resultados falso-positivos. Em caso de contestação de resultados (contraprova) por parte do tutor, qual é a exigência protocolar para que o laudo do laboratório privado seja comparado ao laudo do Laboratório Central (Lacen)?
No âmbito do Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Canina, os serviços públicos de saúde utilizam um protocolo de diagnóstico sorológico sequencial com o objetivo de aprimorar a especificidade da plataforma diagnóstica e reduzir resultados falso-positivos. Em caso de contestação de resultados (contraprova) por parte do tutor, qual é a exigência protocolar para que o laudo do laboratório privado seja comparado ao laudo do Laboratório Central (Lacen)?
A) O laudo privado deve obrigatoriamente apresentar um resultado de PCR quantitativo, que é a técnica de referência para a carga parasitária, enquanto o Lacen utiliza apenas a Imunofluorescência Indireta (RIFI) para a contraprova.
B) O Lacen aceita a realização da contraprova apenas se a amostra privada tiver sido coletada por um médico-veterinario de serviço público e o resultado privado for reagente em um dos dois testes sorológicos (TR où ELISA).
C) O laudo do Lacen define o resultado definitivo da contraprova. Para a comparação método a método, é exigido que o laudo do laboratório privado contenha as duas técnicas válidas para a saúde pública, ou seja, TRI (Teste Rápido Imunocromatográfico) e EIE (Ensaio e Imunoenzimático).
D) O laudo privado é considerado válido para contestação se for realizado por PCR quantitativo em amostra de pele. Resultados indeterminados no laboratório público geram automaticamente uma contraprova imediata.
E) A contraprova só é realizada se o resultado público for TRI Reagente e ELISA Não Reagente; a comparação é feita com o laudo privado que utilize, no mínimo, a técnica de triagem (TR) em amostra de soro sanguíneo.
O enunciado descreve o protocolo sorológico sequencial do Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Canina, cujo objetivo é aumentar a especificidade e reduzir falso-positivos. Esse protocolo, na rotina de saúde pública, usa duas etapas:
- Teste de triagem: TRI (teste rápido imunocromatográfico).
- Teste confirmatório: EIE/ELISA (ensaio imunoenzimático).
Quando o tutor contesta o resultado e apresenta um laudo de laboratório privado, a exigência para que haja comparação “método a método” com o resultado do Lacen é que o laudo privado traga as mesmas duas metodologias sorológicas validadas e utilizadas na plataforma da saúde pública (triagem + confirmatório), isto é, TRI e EIE (ELISA). Assim, evita-se comparar resultados obtidos por metodologias diferentes (ex.: PCR, RIFI isolada), o que não atende ao objetivo do protocolo sequencial voltado à especificidade diagnóstica.
Além disso, no fluxo de contraprova, o laudo do Lacen é o que define o resultado definitivo no âmbito do serviço público.
Analisando as alternativas:
- A e D: deslocam a exigência para PCR (e ainda especificam tipos/amostras), o que não corresponde ao protocolo sorológico sequencial descrito.
- B: cria exigência indevida sobre coleta por serviço público e basta “um dos testes”, o que não garante comparação completa.
- E: condiciona a contraprova a uma combinação específica (TRI reagente e ELISA não reagente) e exige apenas triagem no privado, contrariando a lógica de comparação completa.
- C: é a única que afirma que o Lacen define o resultado e que, para comparação, o privado deve conter TRI e EIE, alinhado ao protocolo sequencial.
Alternativa correta: C.