“Todo abacate é verde. O incrível Hulk é verde. O incrível Hulk é um abacate.” Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes. O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde. Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:

Questão

“Todo abacate é verde. O incrível Hulk é verde. O incrível Hulk é um abacate.” Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes. O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde. Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:

Alternativas

A) generalização indevida

B) enumeração incorreta

C) exemplificação inconsistente

D) representação precisa

Resposta certa

E) representação imprecisa

Explicação

O argumento tem a forma:

  1. Todo abacate é verde. (Se é abacate, então é verde.)
  2. Hulk é verde.
  3. Logo, Hulk é abacate.

Isso é um sofisma porque a premissa 1 afirma apenas uma condição suficiente: ser abacate implica ser verde (A→VA \rightarrow V). O erro é tratar “ser verde” como se fosse condição suficiente para “ser abacate”, isto é, concluir V→AV \rightarrow A.

Em termos de conjuntos, o correto é: Abacates ⊂ (conjunto dos verdes). O sofisma “inverte” essa relação e passa a representar como se (conjunto dos verdes) ⊂ Abacates, isto é, como se só abacates fossem verdes.

Portanto, o procedimento do sofisma é uma representação imprecisa da relação entre as classes (abacates e coisas verdes), confundindo uma implicação unilateral com equivalência.

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