O monitoramento pós-licenciamento é uma etapa vital da gestão ambiental. Segundo pesquisas da Fundação Getulio Vargas (FGV), uma falha comum encontrada em mais da metade dos empreendimentos licenciados no Brasil é:
Questão
O monitoramento pós-licenciamento é uma etapa vital da gestão ambiental. Segundo pesquisas da Fundação Getulio Vargas (FGV), uma falha comum encontrada em mais da metade dos empreendimentos licenciados no Brasil é:
Alternativas
A) A obrigatoriedade de monitorar apenas espécies vegetais, ignorando a fauna local.
B) A falta de realização de revisões e ajustes nos planos de mitigação com base em dados reais de impacto.
C) A utilização de drones, que torna o monitoramento ilegal perante o Ibama.
D) A integração excessiva de dados em plataformas nacionais, gerando conflitos de informação.
E) O excesso de dados coletados que impede a análise técnica.
Explicação
No pós-licenciamento, o monitoramento existe para verificar se os impactos reais estão compatíveis com o previsto e, principalmente, para retroalimentar a gestão ambiental do empreendimento (gestão adaptativa).
Uma falha recorrente nesse estágio é tratar o monitoramento como mera obrigação burocrática: coleta-se dado e entrega-se relatório, mas não se usa a evidência coletada para revisar, corrigir e aprimorar as medidas/planos de mitigação e controle ambiental.
A questão afirma que pesquisas da FGV apontam essa falha em mais da metade dos empreendimentos licenciados, o que é coerente com o tipo de não conformidade mais comum em auditorias/avaliações de efetividade: ausência de revisões e ajustes com base em resultados observados.
Analisando as alternativas:
- A é específica e pouco plausível como “falha comum” geral (monitoramentos costumam envolver diversos componentes, não apenas flora).
- C é incorreta: uso de drones não torna o monitoramento automaticamente ilegal.
- D e E não refletem, em geral, o principal problema; “excesso de integração” ou “excesso de dados” pode ocorrer, mas não costuma ser o achado típico mais frequente.
Logo, a alternativa que melhor representa a falha comum é a não realização de revisões e ajustes dos planos com base em dados reais.
Alternativa correta: (B).