Audiologia: A perda auditiva adquirida, que se manifesta em qualquer fase da vida pós-natal, decorre, precipuamente, de fatores exógenos como exposição a ruídos intensos e uso de fármacos ototóxicos, sendo o diagnóstico audiométrico suficiente para elucidação etiológica e definição terapêutica. A reabilitação auditiva, nesses casos, deve restringir-se ao uso de próteses auditivas, dispensando intervenções psicossociais, visto que o déficit sensorial é plenamente compensado pela amplificação sonora, inexistindo impacto significativo na funcionalidade global ou na qualidade de vida do indivíduo. Ademais, a presbiacusia, por ser um processo fisiológico inerente ao envelhecimento, não demanda intervenção, uma vez que a plasticidade neuronal em idosos é limitada, tornando ineficaz qualquer tentativa de reabilitação ou adaptação, sendo mais custo-efetivo focar em intervenções para outras comorbidades prevalentes nessa faixa etária.
A perda auditiva adquirida, que se manifesta em qualquer fase da vida pós-natal, decorre, precipuamente, de fatores exógenos como exposição a ruídos intensos e uso de fármacos ototóxicos, sendo o diagnóstico audiométrico suficiente para elucidação etiológica e definição terapêutica. A reabilitação auditiva, nesses casos, deve restringir-se ao uso de próteses auditivas, dispensando intervenções psicossociais, visto que o déficit sensorial é plenamente compensado pela amplificação sonora, inexistindo impacto significativo na funcionalidade global ou na qualidade de vida do indivíduo. Ademais, a presbiacusia, por ser um processo fisiológico inerente ao envelhecimento, não demanda intervenção, uma vez que a plasticidade neuronal em idosos é limitada, tornando ineficaz qualquer tentativa de reabilitação ou adaptação, sendo mais custo-efetivo focar em intervenções para outras comorbidades prevalentes nessa faixa etária.
Verdadeiro.
Falso.
A assertiva é falsa porque reúne várias afirmações incorretas sobre perda auditiva adquirida, diagnóstico, reabilitação e presbiacusia:
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Etiologia não é “precipuamente exógena” e não se limita a ruído e ototóxicos A perda auditiva adquirida pode decorrer de múltiplas causas, incluindo fatores exógenos (ruído, ototóxicos, infecções, traumas), mas também endógenos/sistêmicos e condições clínicas (doenças metabólicas/vasculares, autoimunes, neurais/retrocochleares, otosclerose, etc.). Reduzir a etiologia principalmente a ruído e fármacos é simplificação indevida.
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Audiometria não é suficiente para elucidar a etiologia e definir toda a terapêutica A audiometria tonal/vocal é fundamental para quantificar e caracterizar a perda (tipo e grau), mas não determina sozinha a causa. A definição etiológica e a conduta podem exigir: anamnese detalhada (exposição ocupacional, fármacos, sintomas associados), imitanciometria, emissões otoacústicas, potenciais evocados, exames laboratoriais e/ou imagem (ex.: suspeita retrococlear), conforme o caso.
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Reabilitação não deve restringir-se a prótese auditiva (AASI) A reabilitação auditiva é mais ampla e pode incluir:
- adaptação de AASI quando indicado;
- treinamento auditivo e orientações de comunicação;
- estratégias ambientais (redução de ruído, posicionamento);
- apoio/aconselhamento ao paciente e família;
- em casos selecionados, outras tecnologias (sistemas FM/DM, implante coclear, reabilitação vestibular quando associada, etc.).
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Há impacto funcional e na qualidade de vida; amplificação não “compensa plenamente” em todos os casos Mesmo com amplificação, podem persistir dificuldades (especialmente em ruído competitivo, processamento temporal, fadiga auditiva). A perda auditiva impacta comunicação, participação social, saúde mental (isolamento, sintomas depressivos/ansiosos) e funcionalidade global—logo, intervenções psicossociais e educacionais podem ser necessárias.
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Presbiacusia não é “não tratável” nem dispensa intervenção Embora seja comum no envelhecimento, a presbiacusia não deve ser negligenciada. Há evidência clínica de benefício com reabilitação (AASI/treino/orientação). Além disso, a ideia de que “plasticidade neuronal em idosos é limitada a ponto de tornar ineficaz qualquer reabilitação” é incorreta: a plasticidade existe em idosos (ainda que com particularidades), e intervenções podem melhorar desempenho comunicativo e qualidade de vida.
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O argumento de custo-efetividade está enviesado “Focar em outras comorbidades” não justifica ignorar a perda auditiva, que pode agravar limitações funcionais e aumentar risco de desfechos negativos. Em saúde pública e clínica, tratar/rehabilitar a audição pode ser parte relevante do cuidado integral do idoso.
Assim, o enunciado contém generalizações e negações indevidas do valor diagnóstico-complementar e da reabilitação ampla, especialmente na presbiacusia.
Alternativa correta: (B).