Em análise gerencial, Marina vê um cliente PF com renda declarada modesta, mas com transações muito acima da sua capacidade financeira. Ela pensa: "Se a área de PLD não questionou, está tudo bem." Qual e a conduta correta?
Questão
Em análise gerencial, Marina vê um cliente PF com renda declarada modesta, mas com transações muito acima da sua capacidade financeira. Ela pensa: "Se a área de PLD não questionou, está tudo bem." Qual e a conduta correta?
Alternativas
a) Avaliar a motivação das transações, bem como o relacionamento do titular com o(s) remetente(s) e destinatário(s) dos recursos e, se necessário, cadastrar um alerta no PLD.CAIXA.
b) Considerar sempre compatível quando o cliente é antigo.
c) Manter renda "zerada" para não gerar monitoramentos inadequados.
d) Atualizar a renda "para cima" sem entrevista, só para ajustar a compatibilidade.
e) Ignorar, pois a análise e toda automatizada.
Explicação
A situação descrita (cliente PF com renda declarada modesta, mas com movimentações muito acima da capacidade financeira) é um sinal de alerta típico em PLD/FT, pois indica incompatibilidade econômico-financeira.
A conduta correta em análise gerencial não é “presumir que está tudo bem” só porque a área de PLD ainda não questionou. O correto é:
- Analisar a motivação das transações (origem/destino e finalidade econômica).
- Verificar o vínculo/relacionamento do titular com remetentes e destinatários (se faz sentido para o perfil e contexto do cliente).
- Registrar e escalar quando houver indício relevante: se persistir a incompatibilidade ou não houver justificativa plausível, cadastrar alerta no canal/sistema apropriado (PLD.CAIXA), para avaliação e providências.
As demais alternativas estão incorretas porque:
- (b) tempo de relacionamento não elimina risco.
- (c) e (d) manipulam renda/cadastro e distorcem o monitoramento (além de violar boas práticas e controles).
- (e) o monitoramento pode ser automatizado, mas a responsabilidade de análise e reporte de indícios também é humana.
Alternativa correta: (a).