Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I - Na frase "No Rio, já não se vê a Rádio Relógio, mas os relógios da Glória, da Mesbla e da Central continuam firmes.", o emprego do pronome "se" proclítico (antes do verbo) é opcional. PORQUE, II - especialmente no contexto apresentado e, segundo o que prescrevem as regras da gramática normativa, o referido pronome oblíquo átono pode vir anteposto ou posposto ao verbo.
Questão
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I - Na frase "No Rio, já não se vê a Rádio Relógio, mas os relógios da Glória, da Mesbla e da Central continuam firmes.", o emprego do pronome "se" proclítico (antes do verbo) é opcional.
PORQUE,
II - especialmente no contexto apresentado e, segundo o que prescrevem as regras da gramática normativa, o referido pronome oblíquo átono pode vir anteposto ou posposto ao verbo.
Resposta
88%As duas asserções são verdadeiras, e a II justifica a I.
Explicação
Na oração “já não se vê a Rádio Relógio”, o “se” é pronome oblíquo átono (marca de indeterminação do sujeito, com verbo na 3ª pessoa do singular).
Pela gramática normativa, a posição do pronome átono pode ser:
- próclise (antes do verbo), quando há palavra que a favoreça/obrigue;
- ênclise (depois do verbo), quando não há fator de próclise e o verbo não está em início absoluto de período (entre outros casos).
Aqui existe o fator “não” (em “já não”), que é elemento de atração e, portanto, torna a próclise obrigatória:
- correto: “já não se vê ...”
- não recomendado pela norma: “já não vê-se ...”
Assim:
- I é falsa, porque o uso proclítico não é opcional nesse contexto; é exigido pelo “não”.
- II é falsa, porque afirmar que “pode vir anteposto ou posposto” não se aplica a esse caso específico; com “não”, a norma manda antepor.
Logo, as duas asserções são falsas e não há relação de justificativa válida entre elas.