Macieiras cultivadas em região com verão intenso apresentaram frutos com lesões localizadas. As maçãs exibiram áreas bronzeadas ou marrom-escuras na superfície mais exposta à radiação solar, textura enrugada e desidratada nessas regiões, perda de firmeza localizada, e redução significativa do valor comercial. Os danos eram mais severos em frutos posicionados no topo das árvores e em árvores com poda excessiva que reduziu a cobertura foliar. A temperatura ambiente durante o período crítico ultrapassou 35°C, coincidindo com alta intensidade luminosa. Identifique a desordem fisiológica responsável pelos danos observados nas maçãs.
Questão
Macieiras cultivadas em região com verão intenso apresentaram frutos com lesões localizadas. As maçãs exibiram áreas bronzeadas ou marrom-escuras na superfície mais exposta à radiação solar, textura enrugada e desidratada nessas regiões, perda de firmeza localizada, e redução significativa do valor comercial. Os danos eram mais severos em frutos posicionados no topo das árvores e em árvores com poda excessiva que reduziu a cobertura foliar. A temperatura ambiente durante o período crítico ultrapassou 35°C, coincidindo com alta intensidade luminosa.
Identifique a desordem fisiológica responsável pelos danos observados nas maçãs.
Alternativas
A) Escaldadura de armazenamento - desordem pós-colheita causada por estresse térmico durante armazenamento prolongado em temperaturas inadequadas.
B) Deficiência de cálcio - falta de Ca compromete a integridade da parede celular causando colapso tecidual e escurecimento localizado nos frutos.
C) Queimadura do sol (insolação) - exposição direta e prolongada a altas temperaturas e radiação solar intensa causa danos térmicos e fotooxidativos nos tecidos expostos.
D) Ataque de patógenos - infecção por fungos oportunistas que colonizam áreas expostas dos frutos causando lesões necróticas progressivas.
Explicação
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Sintomas descritos: áreas bronzeadas a marrom-escuras na face mais exposta ao sol, textura enrugada/desidratada, perda de firmeza localizada e forte desvalorização comercial.
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Distribuição dos danos: mais severos em frutos no topo da copa e em árvores com poda excessiva (menor cobertura foliar). Isso indica aumento de exposição direta do fruto à radiação.
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Condições ambientais: temperatura do ar > 35°C junto com alta intensidade luminosa no período crítico. Esse conjunto favorece aquecimento da superfície do fruto e dano por radiação (térmico e fotooxidativo).
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Diagnóstico diferencial:
- Escaldadura de armazenamento (A) ocorre tipicamente pós-colheita, durante armazenamento, e não depende de posição do fruto na copa nem de poda.
- Deficiência de cálcio (B) (ex.: “bitter pit”) costuma gerar lesões deprimidas/subepidérmicas e escurecimento interno associado ao Ca, não um padrão tão diretamente ligado à face exposta ao sol e ao topo da planta.
- Patógenos (D) tendem a produzir lesões com progressão típica de podridão e sinais de infecção; aqui o quadro é clássico de dano abiótico associado a calor/luz.
Logo, a desordem fisiológica é queimadura do sol (insolação).
Alternativa correta: (C).