Considere o trecho abaixo. "[...], porque gratificante não era vencer fácil aquele que sabe menos, e sim aprender com quem te exige algum esforço." (1º §) Assinale a opção em que a reescritura do trecho manteve o mesmo valor sintático-semântico.

Questão

Considere o trecho abaixo.

"[...], porque gratificante não era vencer fácil aquele que sabe menos, e sim aprender com quem te exige algum esforço." (1º §)

Assinale a opção em que a reescritura do trecho manteve o mesmo valor sintático-semântico.

Alternativas

A) [...], porquanto gratificante não era vencer fácil aquele que sabe menos, mas aprender com quem te exige algum esforço.

92%

B) [...], ainda que gratificante não fosse vencer fácil aquele que sabe menos, e sim aprender com quem te exige algum esforço.

C) [...], uma vez que gratificante não fosse vencer fácil aquele que sabe menos, mas aprender com quem te exige algum esforço.

D) [...], quando gratificante não era vencer fácil aquele que sabe menos, mas também aprender com quem te exige algum esforço.

E) [...], de forma que gratificante não era vencer fácil aquele que sabe menos, e sim aprender com quem te exige algum esforço.

Explicação

O trecho original estabelece uma relação de causa/explicação:

  • “porque” = conjunção causal/explicativa (equivale a “pois”, “já que”, “uma vez que”, “porquanto”).

Além disso, mantém-se a estrutura correlativa de contraste/retificação:

  • “não era X, e sim Y” (nega X e afirma Y como o realmente gratificante).

Analisando as alternativas:

A) “porquanto” preserva o valor causal/explicativo de “porque”, e “mas” pode substituir “e sim” mantendo a oposição entre os dois termos (não X, mas Y). Portanto, conserva o sentido e a relação sintática principal.

B) “ainda que” introduz ideia concessiva (algo ocorre apesar de...), mudando o valor sintático-semântico.

C) “uma vez que” até pode ser causal, mas a forma verbal “não fosse” (subjuntivo) cria sentido de hipótese/irrealidade, diferente do enunciado original (“não era”, fato).

D) “quando” indica valor temporal (ou condicional em certos usos), e “mas também” altera a correlação: deixa de ser “não X, e sim Y” para sugerir soma/adição.

E) “de forma que” tende a indicar consequência (resultado), não causa/explicação; assim, muda a relação entre as orações.

Logo, a única reescritura que mantém o mesmo valor sintático-semântico é a alternativa A.

Alternativa correta: (A).

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