Os estudos da Sociologia da Infância priorizam que a noção de criança e infância não podem ser compreendidas como sinônimos. Isso se justifica:
Questão
Os estudos da Sociologia da Infância priorizam que a noção de criança e infância não podem ser compreendidas como sinônimos. Isso se justifica:
Alternativas
A) Por uma questão de diferenciação na língua portuguesa.
B) Por a infância ser uma categoria social e a criança um sujeito pertencente a ela.
C) Por crianças serem diferentes umas das outras, enquanto infância é a mesma coisa para todos.
D) Por haver diferentes fases da infância, de acordo com a faixa etária, que precisam ser consideradas ao discutir essa categoria.
E) Porque criança é um conceito da sociologia, enquanto infância é da medicina.
Explicação
Na Sociologia da Infância, “infância” não é tratada apenas como uma fase biológica/etária, mas como uma categoria social geracional, construída historicamente e atravessada por relações de poder, instituições (família, escola, Estado) e normas culturais.
Já “criança” refere-se ao sujeito social concreto, um ator que vive essa condição geracional (infância), produz sentidos, participa de práticas sociais e tem agência — ainda que em contextos específicos e desiguais.
Por isso, não são sinônimos:
- Infância = posição/categoria social (condição geracional socialmente construída);
- Criança = sujeito que pertence/vivencia essa categoria.
As demais alternativas ou reduzem a distinção a uma questão linguística (A), ou fazem generalizações incorretas (C), ou limitam “infância” apenas a recortes etários (D), ou atribuem campos disciplinares indevidos (E).
Alternativa correta: (B).