Luciana está preocupada com a alta da inflação e com a sinalização do COPOM de continuidade do ciclo de elevação da taxa de juros. Sua carteira está alocada em 60% de títulos públicos prefixados e 40% de títulos públicos pós-fixados. Considerando esse cenário e a necessidade de reavaliar a carteira sem desconsiderar perfil, objetivos e horizonte de investimento da cliente, a alternativa mais adequada para discutir com Luciana é:

Questão

Luciana está preocupada com a alta da inflação e com a sinalização do COPOM de continuidade do ciclo de elevação da taxa de juros. Sua carteira está alocada em 60% de títulos públicos prefixados e 40% de títulos públicos pós-fixados. Considerando esse cenário e a necessidade de reavaliar a carteira sem desconsiderar perfil, objetivos e horizonte de investimento da cliente, a alternativa mais adequada para discutir com Luciana é:

Alternativas

aumentar a exposição em títulos prefixados, reduzindo a alocação em títulos pós-fixados. Pois os prefixados tendem a acompanhar melhor a elevação da taxa de juros, enquanto os pós-fixados podem sofrer impacto negativo.

Aumentar a exposição a títulos pós-fixados, reduzindo a parcela em títulos prefixados, pois os pós-fixados tendem a acompanhar melhor a elevação das taxas de juros, enquanto os prefixados podem sofrer impacto negativo de marcação a mercado.

94%

manter a alocação atual, considerando que a distribuição dos ativos já está preparada para os aumentos de taxa sinalizados na ata do Banco Central.

Explicação

Em um cenário de alta de inflação e sinalização do COPOM de continuidade de elevação da taxa de juros (Selic), o impacto típico sobre os títulos é:

  1. Títulos pós-fixados (ex.: Tesouro Selic)
  • A remuneração acompanha a taxa de juros (ou um indexador ligado a ela).
  • Quando a Selic sobe, a tendência é que o retorno do pós-fixado aumente, tornando-o mais adequado para o ambiente de juros em elevação.
  • Além disso, em geral, têm menor sensibilidade à marcação a mercado (menor volatilidade de preço) do que prefixados longos.
  1. Títulos prefixados (ex.: Tesouro Prefixado)
  • Têm uma taxa “travada” na compra.
  • Quando o mercado passa a exigir taxas maiores (porque a Selic está subindo), o preço dos prefixados já emitidos tende a cair para que o papel “se ajuste” à nova taxa requerida — isto é o efeito negativo de marcação a mercado.
  • Portanto, em ciclos de alta de juros, prefixados tendem a sofrer mais no curto prazo (especialmente se o horizonte for curto ou se houver necessidade de liquidez antes do vencimento).
  1. Implicação para a carteira da Luciana (60% prefixados / 40% pós)
  • Como ela está preocupada com continuidade de alta de juros, faz sentido reduzir a exposição ao risco de marcação a mercado típico dos prefixados e aumentar a parcela em pós-fixados, que tendem a se beneficiar/acompanhar a elevação da Selic.
  • “Manter como está” não é a alternativa mais adequada para discutir, pois o cenário descrito sugere que a carteira pode estar mais sensível a novas altas de juros do que o desejado.

Assim, a recomendação mais alinhada ao cenário (sem ignorar que ainda deve ser validada com perfil, objetivos e horizonte) é aumentar pós-fixados e reduzir prefixados.

Alternativa correta: (B).

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