Homem, 71 anos, comparece ao pronto atendimento referindo “sensação ruim no peito”, pressão arterial de 70/50 mmHg, apresentou no monitor cardíaco ritmo de torsades de pointes. Qual a conduta mais adequada nessa situação?
Questão
Homem, 71 anos, comparece ao pronto atendimento referindo “sensação ruim no peito”, pressão arterial de 70/50 mmHg, apresentou no monitor cardíaco ritmo de torsades de pointes. Qual a conduta mais adequada nessa situação?
Alternativas
A) Iniciar amiodarona.
B) Realizar manobra vagal.
C) Cardioversão elétrica.
D) Desfibrilação.
E) Iniciar sulfato de magnésio.
Explicação
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O paciente está em torsades de pointes (taquicardia ventricular polimórfica associada a QT longo) e encontra-se instável hemodinamicamente: PA 70/50 mmHg, com queixa de mal-estar torácico.
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Em taquiarritmias ventriculares instáveis, a prioridade é interromper imediatamente a arritmia com choque elétrico.
- Se a torsades estiver com pulso, a conduta é cardioversão sincronizada.
- Porém, na prática do pronto atendimento, a torsades frequentemente cursa com instabilidade grave e pode ser difícil sincronizar corretamente; além disso, se houver ausência de pulso (não informado), o choque indicado é não sincronizado (desfibrilação).
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O sulfato de magnésio é tratamento farmacológico de escolha para torsades, mas não deve atrasar a terapia elétrica quando há instabilidade importante como neste caso.
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Analisando as alternativas:
- A) Amiodarona: pode piorar QT e não é a conduta prioritária na torsades instável.
- B) Manobra vagal: indicada para TSV, não para torsades.
- C) Cardioversão elétrica: seria correta para taquicardia instável com pulso, mas a alternativa mais adequada/segura diante de torsades com choque imediato no contexto descrito é o choque não sincronizado.
- D) Desfibrilação: melhor conduta imediata para torsades com instabilidade grave/possível ausência de pulso.
- E) Magnésio: importante, porém secundário à estabilização elétrica quando instável.
Alternativa correta: (D).