Língua Portuguesa: Considerando a crônica apresentada, analise as afirmativas a seguir: I. A chegada de um aluno de outra região traz cultura e variações linguísticas diferentes e desconhecidas, podendo provocar estranhamento, bem como motivação para uma sala de aula intolerante com relação ao outro e sua língua, explicitando o preconceito linguístico existente em nossa sociedade. II. Em “Pechada”, a definição de língua contrapõe a algo homogêneo e estanque, pois o gaúcho Ricardo, ao se referir a “sinaleira”, “auto” e “pechada”, respectivamente, diz o mesmo que “semáforo”, “carro” e “batida”, evidenciando a língua, para a sociolinguística, como heterogênea e mutável. III. Na condição de professora dessa turma, além da conscientização sobre as variações linguísticas do Português Brasileiro, “Pechada” é propícia para trabalhar as classificações das variações que, neste contexto, se refere àquela conhecida como diatópica, regional ou geográfica. É correto o que se afirma em:
Considerando a crônica apresentada, analise as afirmativas a seguir:
I. A chegada de um aluno de outra região traz cultura e variações linguísticas diferentes e desconhecidas, podendo provocar estranhamento, bem como motivação para uma sala de aula intolerante com relação ao outro e sua língua, explicitando o preconceito linguístico existente em nossa sociedade.
II. Em “Pechada”, a definição de língua contrapõe a algo homogêneo e estanque, pois o gaúcho Ricardo, ao se referir a “sinaleira”, “auto” e “pechada”, respectivamente, diz o mesmo que “semáforo”, “carro” e “batida”, evidenciando a língua, para a sociolinguística, como heterogênea e mutável.
III. Na condição de professora dessa turma, além da conscientização sobre as variações linguísticas do Português Brasileiro, “Pechada” é propícia para trabalhar as classificações das variações que, neste contexto, se refere àquela conhecida como diatópica, regional ou geográfica.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.
Vamos analisar cada afirmativa à luz da Sociolinguística e do que a crônica “Pechada” (título que já remete a regionalismo) explora: o choque entre variedades do português e as reações sociais a essas diferenças.
I. Correta. A chegada de um aluno de outra região pode, sim, trazer itens culturais e usos linguísticos diferentes (léxico, pronúncia, expressões) e isso pode gerar estranhamento. Em ambientes pouco preparados, esse estranhamento pode se converter em intolerância, piadas, estigmatização e, portanto, preconceito linguístico (a ideia equivocada de que uma variedade é “errada” e outra é “certa”). A afirmativa descreve justamente esse mecanismo social.
II. Correta. Ao mostrar que Ricardo diz “sinaleira”, “auto” e “pechada” para os mesmos referentes que outros dizem “semáforo”, “carro” e “batida”, a crônica evidencia que a língua não é homogênea nem fixa: ela varia conforme grupos, regiões e situações. Para a Sociolinguística, a língua é heterogênea e mutável, e o trecho funciona como exemplo de variação lexical (sinonímia regional), contrariando a visão de língua como “padrão único”.
III. Correta. A crônica é adequada para conscientizar sobre variação no Português Brasileiro e também para classificar essa variação no caso apresentado. Aqui, o que está em foco é uma variação regional/geográfica, isto é, variação diatópica (ou regional): termos diferentes usados em diferentes regiões do país.
Como as três afirmativas estão corretas, a alternativa correta é a que reúne I, II e III.
Alternativa correta: (E).