Análise de Redes Sociais: Para mapear a estrutura da indústria cinematográfica, o estudo utiliza a Análise de Redes Sociais (ARS), traduzindo interações econômicas em métricas matemáticas. No modelo adotado, cada empresa é representada como um "nó" e cada interação profissional em um projeto de filme é uma "aresta". Duas medidas fundamentais são exploradas: o grau de centralidade, que indica o número de conexões diferentes de uma empresa, e a força dos laços, que observa a recorrência de parcerias entre os mesmos atores. A análise dessas métricas permite identificar se a rede é "densa", com parceiros constantes e fechados, ou "difusa", com trocas esporádicas e diversificadas. No cinema brasileiro, essa estrutura técnica reflete diretamente o impacto das políticas públicas na formação de novos arranjos produtivos. TAÑO, Debora Regina; CÂNDIDO, Silvio Eduardo Alvarez; TORKOMIAN, Ana Lúcia Vitale. Dinâmicas de campos, redes e políticas públicas na produção e pós-produção do cinema brasileiro. Políticas Culturais em Revista, Salvador, v. 18, n. 1, p. 317-343, jan./jun. 2025. No contexto da metodologia de redes aplicada no artigo, o que define a "força dos laços" (ou intensidade da conexão) entre duas empresas?
Para mapear a estrutura da indústria cinematográfica, o estudo utiliza a Análise de Redes Sociais (ARS), traduzindo interações econômicas em métricas matemáticas. No modelo adotado, cada empresa é representada como um "nó" e cada interação profissional em um projeto de filme é uma "aresta". Duas medidas fundamentais são exploradas: o grau de centralidade, que indica o número de conexões diferentes de uma empresa, e a força dos laços, que observa a recorrência de parcerias entre os mesmos atores. A análise dessas métricas permite identificar se a rede é "densa", com parceiros constantes e fechados, ou "difusa", com trocas esporádicas e diversificadas. No cinema brasileiro, essa estrutura técnica reflete diretamente o impacto das políticas públicas na formação de novos arranjos produtivos.
TAÑO, Debora Regina; CÂNDIDO, Silvio Eduardo Alvarez; TORKOMIAN, Ana Lúcia Vitale. Dinâmicas de campos, redes e políticas públicas na produção e pós-produção do cinema brasileiro. Políticas Culturais em Revista, Salvador, v. 18, n. 1, p. 317-343, jan./jun. 2025.
No contexto da metodologia de redes aplicada no artigo, o que define a "força dos laços" (ou intensidade da conexão) entre duas empresas?
O montante total de recursos financeiros investidos na produção do filme.
A quantidade de prêmios conquistados pela obra em festivais internacionais.
O número de vezes que uma determinada relação diádica se repete entre os mesmos nós.
O tempo de existência da empresa produtora no mercado cinematográfico nacional.
A complexidade técnica dos equipamentos de pós-produção utilizados no projeto.
Pelo enunciado, o estudo modela empresas como nós e interações profissionais em projetos como arestas. Ele distingue duas métricas: (1) grau de centralidade, que conta quantas conexões diferentes uma empresa tem, e (2) força dos laços, que “observa a recorrência de parcerias entre os mesmos atores”.
Em termos de ARS, a força (intensidade) do laço entre duas empresas está ligada a quantas vezes a mesma dupla (relação diádica) volta a se conectar em diferentes projetos, isto é, à repetição daquela ligação ao longo do tempo.
Logo, a alternativa correta é a que define a força dos laços como a repetição da relação entre os mesmos nós.
Alternativa correta: (C).