Interpretação de Texto: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades Luís de Camões Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. No verso que finaliza o poema "Que não se muda já como soía", o poeta expressa um paradoxo que indica
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades Luís de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía.
No verso que finaliza o poema "Que não se muda já como soía", o poeta expressa um paradoxo que indica
A) uma alegria intensa por ver que as coisas agora mudam para melhor.
B) a certeza de que o futuro será igual ao passado clássico de Roma e Grécia.
C) um espanto negativo, pois até a própria natureza da mudança se alterou para pior.
D) a facilidade com que o ser humano se adapta às novidades tecnológicas.
E) o desinteresse total do eu lírico pelo passar dos anos.
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