No início do século XX, o Brasil enfrentava pandemias de doenças infecciosas, uma situação que melhorou com a introdução de vacinas e novos tratamentos. Essa evolução na saúde pública resultou em maior longevidade e no aumento de doenças crônicas, como demências e cânceres, que demandam cuidados específicos e podem levar a perda de autonomia. Nesse contexto, a CIF se apresenta como uma ferramenta essencial para qualificar a funcionalidade dos indivíduos, focando no que eles ainda podem realizar. Como a CIF contribui para a compreensão da funcionalidade em indivíduos com condições crônicas?

Questão

No início do século XX, o Brasil enfrentava pandemias de doenças infecciosas, uma situação que melhorou com a introdução de vacinas e novos tratamentos. Essa evolução na saúde pública resultou em maior longevidade e no aumento de doenças crônicas, como demências e cânceres, que demandam cuidados específicos e podem levar a perda de autonomia. Nesse contexto, a CIF se apresenta como uma ferramenta essencial para qualificar a funcionalidade dos indivíduos, focando no que eles ainda podem realizar. Como a CIF contribui para a compreensão da funcionalidade em indivíduos com condições crônicas?

Alternativas

A) Permite uma visão abrangente das capacidades remanescentes, e necessidades de assistência em atividades diárias.

95%

B) Foca exclusivamente em classificar doenças crônicas, sem considerar a funcionalidade remanescente do indivíduo.

C) Prioriza a identificação de incapacidades permanentes, negligenciando a análise das funções ainda presentes.

D) Concentra-se em diagnósticos clínicos, sem integrar fatores ambientais e sociais na avaliação do paciente.

E) Utiliza apenas dados quantitativos para avaliar a saúde, ignorando aspectos qualitativos da condição do paciente.

Explicação

  1. A CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde) é um modelo biopsicossocial que descreve a saúde para além do diagnóstico, organizando a avaliação em componentes como:
  • Funções e estruturas do corpo;
  • Atividades e participação;
  • Fatores ambientais (barreiras/facilitadores) e fatores pessoais.
  1. Em condições crônicas (ex.: demências, cânceres), o diagnóstico por si só não explica como a pessoa funciona no cotidiano. A CIF contribui justamente por qualificar a funcionalidade: o que o indivíduo consegue fazer (capacidades remanescentes), o que tem dificuldade de fazer (limitações de atividade/restrições de participação) e quais apoios/ajustes do ambiente influenciam essa funcionalidade.

  2. Assim, ela ajuda a planejar cuidados e reabilitação com foco na autonomia e nas necessidades de assistência em atividades diárias, em vez de se limitar à “lista de doenças”.

Pelo enunciado (“focando no que eles ainda podem realizar”), a alternativa que melhor expressa essa contribuição é a que aponta uma visão abrangente das capacidades remanescentes e das necessidades de apoio.

Alternativa correta: A.

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