Comunicação de Risco: Comunicação de risco eficaz combina transparência, utilidade prática e empatia. Em ambientes escolares, mensagens oportunas ajudam a reduzir transmissão, orientar condutas e manter a confiança. Em um surto de diarreia aguda em creche, assinale a estratégia de comunicação mais adequada nas primeiras 24 horas.

Questão

Comunicação de risco eficaz combina transparência, utilidade prática e empatia. Em ambientes escolares, mensagens oportunas ajudam a reduzir transmissão, orientar condutas e manter a confiança. Em um surto de diarreia aguda em creche, assinale a estratégia de comunicação mais adequada nas primeiras 24 horas.

Alternativas

A) Envio de orientações claras com medidas imediatas, por canais definidos, com atualizações diárias e linguagem sem estigmas.

97%

B) Postergar qualquer comunicação até confirmação laboratorial do agente etiológico, divulgando de forma completa em um relatório final.

C) Direcionar a comunicação às equipes de saúde, a fim de evitar informar as famílias para não causar preocupação.

D) Divulgar boletim técnico com termos técnicos e indicadores agregados, poupando orientações operacionais para o cotidiano da creche.

E) Centralizar a mensagem na identificação de um possível manipulador de alimentos, destacando culpabilização para reforçar a percepção de controle.

Explicação

Para as primeiras 24 horas de um surto em creche, a comunicação de risco deve priorizar ações imediatas e factíveis, com rapidez e clareza, mantendo a confiança do público.

  1. Oportunidade (timing): nas primeiras 24 horas, é crucial informar rapidamente para reduzir a transmissão (ex.: reforço de higiene de mãos, limpeza de superfícies, orientação para afastamento de sintomáticos). Esperar confirmação laboratorial atrasa medidas essenciais.

  2. Utilidade prática: famílias e equipe da creche precisam de orientações operacionais (o que fazer agora, quando buscar atendimento, quando a criança pode retornar, como higienizar, como monitorar sintomas). Uma mensagem apenas técnica não atende essa necessidade.

  3. Transparência com atualizações: comunicar o que se sabe, o que não se sabe ainda e quando haverá nova atualização (ex.: diariamente) reduz ansiedade e boatos.

  4. Empatia e não estigmatização: evitar culpabilização e linguagem que gere estigma (p.ex., “culpar um manipulador”) é central para manter adesão e confiança; foco deve ser em medidas de prevenção e proteção coletiva.

Analisando as alternativas:

  • A contempla rapidez, medidas imediatas, canais definidos, atualizações e linguagem sem estigmas — exatamente o esperado.
  • B erra ao postergar comunicação até confirmação laboratorial.
  • C erra ao excluir famílias, diminuindo confiança e adesão.
  • D erra ao priorizar tecnicismo e não orientar condutas.
  • E erra ao culpabilizar, aumentando estigma e potencialmente prejudicando a resposta.

Alternativa correta: (A).

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