Vinícius tem 34 anos e é um engenheiro recém-efetivado. Ele solicita financiamento para um veículo seminovo na CredAutoMais, no valor de R$ 60.000,00, a ser pago em 48 meses. Apesar de ter recursos para a entrada, prefere não os utilizar. O jovem apresenta renda estável e “nome limpo”, mas com algumas variações em sua situação financeira em seu histórico. O comitê que avalia a concessão do financiamento analisa o risco por conta da sua formação recente da renda, agora que ele acaba de ser contratado. Com base na política da instituição e no perfil de risco, o profissional que avalia a operação orienta Vinícius a:
Questão
Vinícius tem 34 anos e é um engenheiro recém-efetivado. Ele solicita financiamento para um veículo seminovo na CredAutoMais, no valor de R$ 60.000,00, a ser pago em 48 meses. Apesar de ter recursos para a entrada, prefere não os utilizar. O jovem apresenta renda estável e “nome limpo”, mas com algumas variações em sua situação financeira em seu histórico. O comitê que avalia a concessão do financiamento analisa o risco por conta da sua formação recente da renda, agora que ele acaba de ser contratado. Com base na política da instituição e no perfil de risco, o profissional que avalia a operação orienta Vinícius a:
Alternativas
reconsiderar o valor de entrada, como reforço, mantendo a alienação fiduciária como garantia, documentando a recente formalização da renda como fator atenuante do risco.
aderir a um consórcio de veículos, em vez do financiamento, destacando a possibilidade de um custo final menor e o comprometimento mensal mais acessível.
Considerar a Substituição por uma fiança, dada a ausência de histórico de renda formal estável e de bens registados em nome de Vinícius.
Desistir do financiamento já que ele não tem garantias reais adicionais e um vínculo empregatício recente, e a financeira prioriza clientes com maior tempo de estabilidade.
Explicação
Para financiamento de veículo, a garantia típica é a alienação fiduciária do próprio bem financiado (o carro fica como garantia até a quitação). Aqui, Vinícius tem pontos positivos (renda atual estável, “nome limpo”), mas o comitê identifica um ponto de atenção: vínculo empregatício recente e histórico com algumas variações, o que aumenta o risco percebido.
Numa política de crédito conservadora, quando o risco é moderado (não impeditivo), a orientação mais coerente é mitigar o risco sem negar de imediato a operação. A forma mais direta é reduzir a exposição da instituição:
- aumentando o pagamento inicial (entrada), diminuindo o valor financiado (LTV),
- mantendo a alienação fiduciária como garantia,
- e documentando a formalização recente da renda (contrato, holerites, carteira assinada, extratos), para justificar tecnicamente a mitigação do risco.
Analisando as alternativas:
- (A) propõe exatamente a mitigação do risco (mais entrada + garantia padrão do produto + documentação da renda). É a conduta típica e proporcional.
- (B) consórcio não é “orientação de crédito” para viabilizar a aprovação; é outro produto, e não resolve o ponto central (crédito/risco agora), além de não atender a intenção de obter o carro via financiamento em condições dadas.
- (C) substituição por fiança não é o caminho mais comum nesse tipo de operação quando já existe garantia real (o veículo) e o cliente tem renda e nome limpo; além disso, não faz sentido “substituir” a alienação por fiança como regra.
- (D) desistir é extremo e incompatível com um perfil que, apesar do vínculo recente, tem renda e histórico sem restrições (“nome limpo”); o usual é ajustar condições, não negar automaticamente.
Alternativa correta: (A).
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