Um vocábulo também pode ser formado quando passa de uma classe gramatical a outra, sem a modificação de sua forma. É o que se denomina derivação imprópria. Constitui exemplo de derivação imprópria o termo sublinhado em:
Questão
Um vocábulo também pode ser formado quando passa de uma classe gramatical a outra, sem a modificação de sua forma. É o que se denomina derivação imprópria. Constitui exemplo de derivação imprópria o termo sublinhado em:
Alternativas
A) "andorinha que se dispersava num farfalhar calado de gestos"
B) "a ponto de lhe fazerem esquecer o pedido de Natividade"
C) "Considerou que não perdia muito em estudar os rapazes"
D) "Chegou a apanhar uma hipótese"
Explicação
Derivação imprópria (ou conversão) ocorre quando uma palavra muda de classe gramatical sem alterar a forma, por exemplo: verbo/advérbio/adjetivo passando a funcionar como substantivo.
Analisando os termos sublinhados (implícitos nas opções pelo contexto):
- A) “farfalhar” está empregado como verbo (ideia de ação/ocorrência: a andorinha se dispersava “num farfalhar...”), não há mudança clara de classe para substantivo por conversão no uso apresentado.
- B) “pedido” é substantivo formado por derivação sufixal a partir do verbo “pedir” (pedido), não é derivação imprópria.
- C) “muito” em “não perdia muito” funciona como substantivo (equivale a “muita coisa”, “grande vantagem”: não perdia muito = não perdia grande coisa). A forma permanece a mesma, mas a classe muda (de pronome/advérbio de intensidade para substantivo), caracterizando derivação imprópria.
- D) “hipótese” é substantivo comum; não resulta de mudança de classe no contexto.
Logo, o exemplo de derivação imprópria está em C, pelo uso substantivado de “muito”.
Alternativa correta: (C).