Um vocábulo também pode ser formado quando passa de uma classe gramatical a outra, sem a modificação de sua forma. É o que se denomina derivação imprópria. Constitui exemplo de derivação imprópria o termo sublinhado em:

Questão

Um vocábulo também pode ser formado quando passa de uma classe gramatical a outra, sem a modificação de sua forma. É o que se denomina derivação imprópria. Constitui exemplo de derivação imprópria o termo sublinhado em:

Alternativas

A) "andorinha que se dispersava num farfalhar calado de gestos"

B) "a ponto de lhe fazerem esquecer o pedido de Natividade"

C) "Considerou que não perdia muito em estudar os rapazes"

86%

D) "Chegou a apanhar uma hipótese"

Explicação

Derivação imprópria (ou conversão) ocorre quando uma palavra muda de classe gramatical sem alterar a forma, por exemplo: verbo/advérbio/adjetivo passando a funcionar como substantivo.

Analisando os termos sublinhados (implícitos nas opções pelo contexto):

  • A) “farfalhar” está empregado como verbo (ideia de ação/ocorrência: a andorinha se dispersava “num farfalhar...”), não há mudança clara de classe para substantivo por conversão no uso apresentado.
  • B) “pedido” é substantivo formado por derivação sufixal a partir do verbo “pedir” (pedido), não é derivação imprópria.
  • C) “muito” em “não perdia muito” funciona como substantivo (equivale a “muita coisa”, “grande vantagem”: não perdia muito = não perdia grande coisa). A forma permanece a mesma, mas a classe muda (de pronome/advérbio de intensidade para substantivo), caracterizando derivação imprópria.
  • D) “hipótese” é substantivo comum; não resulta de mudança de classe no contexto.

Logo, o exemplo de derivação imprópria está em C, pelo uso substantivado de “muito”.

Alternativa correta: (C).

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