Marina é médica e sempre aplicou suas economias no Tesouro Selic. Com o aumento do seu interesse pelo mercado financeiro, começou a investir sozinha e montou uma carteira concentrada em ações de empresas farmacêuticas e redes de hospitais - setores que ela conhece bem. Mesmo após quedas expressivas, ela manteve sua posição, pois confia no potencial de recuperação. Para tornar a estratégia da carteira de Marina mais resiliente e mitigar vieses, é necessário:

Questão

Marina é médica e sempre aplicou suas economias no Tesouro Selic. Com o aumento do seu interesse pelo mercado financeiro, começou a investir sozinha e montou uma carteira concentrada em ações de empresas farmacêuticas e redes de hospitais - setores que ela conhece bem. Mesmo após quedas expressivas, ela manteve sua posição, pois confia no potencial de recuperação. Para tornar a estratégia da carteira de Marina mais resiliente e mitigar vieses, é necessário:

Alternativas

( ) focar na valorização de longo prazo das ações do setor de saúde, pois é mais importante do que lidar com volatilidades de curto prazo.

( ) complementar a carteira com produtos estruturados que repliquem o setor de saúde, aproveitando sua familiaridade com o tema.

( ) avaliar a correlação entre os ativos da carteira e realocar parte dos recursos em ativos com comportamento inverso ao setor de saúde.

92%

( ) transferir parte da carteira para ativos com exposição ao dólar e ao ouro, pois ambos tendem a valorizar em momentos de instabilidade e crise.

Explicação

A carteira da Marina está concentrada em um único “tema” (setor de saúde). Isso aumenta o risco não diversificável (risco específico/setorial) e reforça vieses como excesso de confiança e viés de familiaridade (investir só no que conhece).

Para torná-la mais resiliente, o caminho técnico é diversificação baseada em correlação:

  1. Se os ativos são do mesmo setor, é provável que tenham alta correlação (caem juntos em choques setoriais/regulatórios).
  2. Para reduzir a volatilidade/risco da carteira, deve-se combinar ativos com baixa correlação ou, melhor ainda, com correlação negativa (comportamento inverso), pois isso tende a amortecer quedas do conjunto.

Analisando as alternativas:

  • Focar no longo prazo não resolve o problema estrutural de concentração e não mitiga vieses.
  • Produtos estruturados do próprio setor mantém/eleva a mesma concentração temática.
  • Dólar e ouro podem ajudar em alguns cenários, mas a alternativa mais correta e geral, alinhada à teoria de carteiras, é avaliar correlações e realocar para ativos com comportamento inverso/menos correlacionado.

Alternativa correta: (C).

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