Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta a estratégia mais adequada para o novo fundo de ações de Thabata.
Questão
Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta a estratégia mais adequada para o novo fundo de ações de Thabata.
Alternativas
Estratégia ativa, buscando alfa de Jensen e determinando que parte da carteira siga uma abordagem Smart Beta.
Estratégia ativa na alocação de ativos, priorizando a compra de ações de menor beta, com foco na geração de alfa e controle do risco sistêmico.
Estratégia passiva, para controlar os custos, aproveitando a ausência de taxa de performance durante o primeiro ano do fundo.
Selecionar ações com histórico de retornos elevados e betas altos para reduzir os custos de transação.
Explicação
Como se trata de um novo fundo de ações, a decisão central é escolher uma estratégia coerente com (i) o objetivo típico de um fundo de ações (superar um benchmark com boa gestão de risco) e (ii) a forma mais tecnicamente correta de avaliar “gerar valor” para o cotista.
- O que significa “estratégia ativa” aqui? Uma gestão ativa busca gerar retorno excedente ao benchmark ajustado ao risco, isto é, gerar alfa. Um dos jeitos clássicos de mensurar isso, dentro do arcabouço do CAPM, é o alfa de Jensen:
Ou seja, faz sentido falar em buscar alfa de Jensen quando a proposta é ser ativo e a avaliação é “retorno acima do que seria explicado apenas pela exposição ao mercado (beta)”.
- Por que combinar com Smart Beta pode ser a escolha mais adequada? Uma abordagem Smart Beta (fatores como valor, qualidade, momentum, baixa volatilidade etc.) é uma forma sistemática de capturar prêmios de risco/fatores, muitas vezes com regras mais transparentes e potencialmente com melhor relação custo/benefício do que discricionariedade total. Então, determinar que parte da carteira siga Smart Beta pode:
- dar estrutura e disciplina ao processo;
- reduzir dependência de “stock picking” puramente subjetivo;
- manter foco em alfa (ou retornos fatoriais) e controle de risco.
- Por que as demais alternativas são menos adequadas?
- (B) “Priorizar ações de menor beta” não é sinônimo de gerar alfa; isso altera o risco sistêmico (beta), mas não garante retorno excedente ajustado ao risco. Pode inclusive “enganar” o desempenho versus benchmark se o benchmark tiver beta próximo de 1.
- (C) Ser passivo “porque não há taxa de performance no primeiro ano” não é um argumento técnico de alocação/gestão: a estratégia deveria ser definida por objetivo, mandato e capacidade de gerar retorno ajustado ao risco, não por uma janela temporária de cobrança.
- (D) Escolher ações de retornos altos e betas altos “para reduzir custos de transação” não faz sentido: beta alto não reduz custo de transação; e perseguir histórico de retornos pode induzir viés de extrapolação, além de aumentar risco.
Assim, a alternativa que melhor se alinha a uma estrutura consistente de gestão ativa com métrica clara de geração de valor (alfa de Jensen) e com componente sistemático (Smart Beta) é a alternativa (A).
Alternativa correta: (A).
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