“Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem traumas. Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores da revista tem obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem interessar ao leitor médio.” O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do leitor. Nele, um dos leitores manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição anterior. Ao fazer sua argumentação, o autor do texto:
Questão
“Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem traumas. Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores da revista tem obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem interessar ao leitor médio.”
O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do leitor. Nele, um dos leitores manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição anterior. Ao fazer sua argumentação, o autor do texto:
Alternativas
A) faz uma síntese do que foi abordado na reportagem.
B) discute problemas conjugais que conduzem à separação.
C) aborda a importância dos advogados em processos de separação.
D) rebate o enfoque dado ao tema pela reportagem, lançando novas ideias.
Explicação
O leitor comenta que a reportagem sobre separação foi “bastante interessante”, mas critica o recorte adotado: afirma que os advogados consultados parecem tratar de “grandes separações” (com obras de arte, por exemplo), o que não representaria a realidade do “leitor médio”.
Em seguida, ele propõe que a revista deveria ter oferecido “conselhos mais básicos” e lista sugestões concretas (novas ideias) para orientar melhor o público: explicar que separação amigável não muda a partilha de bens, que não prejudica a pensão dos filhos e que acordos amigáveis devem ser assinados com atenção.
Portanto, não é uma síntese (A), nem uma discussão das causas conjugais (B), nem uma defesa da importância dos advogados (C); é uma contestação do enfoque e a apresentação de propostas alternativas.
Alternativa correta: (D).