Economia: Leia o trecho a seguir, do editorial 'PIB do 4º trimestre indica baixo crescimento à frente', do Valor Econômico, e assinale a alternativa correta: "As consequências dos incentivos fiscais e parafiscais foram importantes, mas como se previa, efêmeras. Em 2022, o consumo das famílias, que compõem 68% do PIB medido pela demanda, cresceu 4,3% — bem mais do que os 2,9% de 2021, quando o PIB crescia 5% —, e os serviços, um dos principais destinatários dos recursos, 4,2%. A melhoria no mercado de trabalho, seguida da ampliação da massa salarial e recuperação real dos salários com a queda da inflação, garantiram o bom resultado do PIB."

Questão

Leia o trecho a seguir, do editorial 'PIB do 4º trimestre indica baixo crescimento à frente', do Valor Econômico, e assinale a alternativa correta:

"As consequências dos incentivos fiscais e parafiscais foram importantes, mas como se previa, efêmeras. Em 2022, o consumo das famílias, que compõem 68% do PIB medido pela demanda, cresceu 4,3% — bem mais do que os 2,9% de 2021, quando o PIB crescia 5% —, e os serviços, um dos principais destinatários dos recursos, 4,2%. A melhoria no mercado de trabalho, seguida da ampliação da massa salarial e recuperação real dos salários com a queda da inflação, garantiram o bom resultado do PIB."

Alternativas

A) Se o consumo cresce mais do que o PIB, então em uma economia fechada, a poupança também deve crescer mais que o PIB.

B) Os incentivos fiscais e parafiscais, citados no editorial, são exemplos de política fiscal.

92%

C) O PIB medido pela demanda, como citado no editorial, é medido pela ótica do produto.

D) O editorial peca ao dizer que melhorias nos salários são responsáveis pelo aumento do PIB, já que o PIB mede o produto, não a renda.

E) Se o consumo das famílias compõem 68% do PIB, como o editorial cita, então o investimento deve ser maior que 40% do PIB.

Explicação

Vamos analisar cada alternativa à luz da macroeconomia básica.

(A) Em economia fechada, vale a identidade:

Y=C+I+GY = C + I + G e, portanto, S=YCGS = Y - C - G.

Se CC cresce mais do que YY, isso tende a reduzir YCY-C; logo, a poupança SS não “deve” crescer mais que o PIB (pode até cair, dependendo de GG). Falsa.

(B) Incentivos fiscais (redução/isenção de tributos, aumento de gastos, subsídios) e parafiscais (mecanismos vinculados ao setor público que afetam a atividade, como desonerações/encargos e instrumentos com efeitos semelhantes a tributos/gastos) são, no debate macro, tratados como instrumentos de política fiscal (atuam via receitas e despesas públicas e/ou medidas equivalentes). Verdadeira.

(C) “PIB medido pela demanda” se refere à ótica da despesa (demanda agregada): PIB=C+I+G+(XM)PIB = C + I + G + (X - M). Não é a ótica do produto (valor adicionado). Falsa.

(D) O PIB pode ser medido por três óticas equivalentes (produto/valor adicionado, despesa e renda). Assim, falar em melhora de salários/massa salarial como fator associado ao aumento do PIB é coerente (renda influencia consumo, que é componente da demanda). Logo, não é um “pecado” conceitual. Falsa.

(E) Se consumo das famílias é 68% do PIB, isso não implica investimento acima de 40%. Pela identidade da despesa, os componentes somam 100% do PIB: C+I+G+(XM)=100%C + I + G + (X-M)=100\%. Com C=68%C=68\%, o máximo que sobra para II (sem considerar GG e (XM)(X-M)) seria 32%. Falsa.

Alternativa correta: (B).

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