Em 1968, a economia brasileira inaugurou uma fase de crescimento vigoroso, que se estendeu até 1973. Nesse período, o PIB cresceu a uma taxa média da ordem de 11% ao ano, liderado pelo setor de bens de consumo duráveis e, em menor escala, pelo de bens de capital. HERMANN, J. Reformas, endividamento externo e o "milagre" econômico: (1964-1973). In: GIAMBIAGI, F.; VILLELA, A. (org.). Economia brasileira contemporânea: (1945-2004). Rio de Janeiro: Campus, 2005. p. 82. Em relação ao período denominado milagre econômico, assinale a alternativa correta.

Questão

Em 1968, a economia brasileira inaugurou uma fase de crescimento vigoroso, que se estendeu até 1973. Nesse período, o PIB cresceu a uma taxa média da ordem de 11% ao ano, liderado pelo setor de bens de consumo duráveis e, em menor escala, pelo de bens de capital.

HERMANN, J. Reformas, endividamento externo e o "milagre" econômico: (1964-1973). In: GIAMBIAGI, F.; VILLELA, A. (org.). Economia brasileira contemporânea: (1945-2004). Rio de Janeiro: Campus, 2005. p. 82.

Em relação ao período denominado milagre econômico, assinale a alternativa correta.

Alternativas

Esse foi um dos momentos em que os condutores da política monetária diagnosticaram inflação de custos.

86%

Neste período, as desigualdades de renda foram reduzidas consideravelmente.

As desigualdades aumentaram, porém o poder de compra dos trabalhadores, expresso pelo salário mínimo, aumentou.

Todas as alternativas anteriores estão corretas.

Os salários foram reajustados acima da produtividade.

Explicação

O enunciado descreve o “milagre econômico” (aprox. 1968–1973), fase de forte crescimento do PIB.

Para identificar a alternativa correta, avaliamos os efeitos sociais e a lógica de política econômica do período:

  1. Diagnóstico de “inflação de custos” Durante o regime militar, especialmente a partir do final dos anos 1960, a orientação do governo combinou controle/supressão de pressões salariais e mecanismos de correção (indexação) com a leitura de que a inflação não era predominantemente “de demanda”, mas associada a custos (salários, insumos, choques e repasses), justificando políticas de contenção salarial e de controle de preços em vários momentos. Portanto, essa afirmação é compatível com o período.

  2. “As desigualdades de renda foram reduzidas consideravelmente.” Isso é falso: no milagre econômico, a literatura econômica e histórica é bastante consensual em apontar aumento (ou, no mínimo, não redução) da desigualdade de renda.

  3. “As desigualdades aumentaram, porém o poder de compra dos trabalhadores, expresso pelo salário mínimo, aumentou.” A primeira parte (desigualdade aumentou) é verdadeira, mas a segunda (salário mínimo/poder de compra aumentou) é falsa no geral: o período é marcado por arrocho salarial, com reajustes que não acompanhavam plenamente a inflação, levando a perda de poder aquisitivo do salário mínimo em diversos anos.

  4. “Todas as alternativas anteriores...” Não pode ser correta, porque (2) é falsa e (3) é, em conjunto, incorreta.

  5. “Os salários foram reajustados acima da produtividade.” Em regra, ocorreu o oposto: a política salarial buscou conter salários, e a produtividade cresceu sem que os salários acompanhassem no mesmo ritmo. Logo, é falsa.

Assim, a única alternativa compatível com as características gerais do milagre econômico é a (1).

Alternativa correta: (A).

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