Quando nossas histórias não estão em livros, quando os únicos momentos em que escutamos falar de nossos ancestrais em nossas escolas são quando: "Os europeus chegaram ao Brasil e...", "Milhares foram mortos..." ou "Tantos foram escravizados...", é compreensível acreditarmos que nós não carregamos uma história para além de genocídios e sofrimentos, pensamos que nossos ancestrais não têm nada a nos ensinar. Mas eles têm e já vêm nos ensinando há muito tempo, não apenas para nós (afro-brasileiros e indígenas) mas para toda uma sociedade. PINTO, F. Tradição oral e a preservação de culturas. Disponível em: www.revistacapitolina.com.br. Acesso em: 20 fev. 2022. O texto trata sobre ancestralidades e tradições orais. A partir dessa leitura, percebe-se que a oralidade é importante, pois

Questão

Quando nossas histórias não estão em livros, quando os únicos momentos em que escutamos falar de nossos ancestrais em nossas escolas são quando: "Os europeus chegaram ao Brasil e...", "Milhares foram mortos..." ou "Tantos foram escravizados...", é compreensível acreditarmos que nós não carregamos uma história para além de genocídios e sofrimentos, pensamos que nossos ancestrais não têm nada a nos ensinar. Mas eles têm e já vêm nos ensinando há muito tempo, não apenas para nós (afro-brasileiros e indígenas) mas para toda uma sociedade.

PINTO, F. Tradição oral e a preservação de culturas. Disponível em: www.revistacapitolina.com.br. Acesso em: 20 fev. 2022.

O texto trata sobre ancestralidades e tradições orais. A partir dessa leitura, percebe-se que a oralidade é importante, pois

Alternativas

A) identifica as mortes ocorridas no passado colonial.

B) apaga as perspectivas europeias da cultura brasileira.

C) confirma as mitologias folclóricas da sociedade antiga.

D) perpetua as histórias apagadas da identidade nacional.

92%

E) reforça as narrativas apresentadas no ambiente escolar.

Explicação

  1. O texto critica o modo como a escola muitas vezes reduz a história de povos indígenas e afro-brasileiros a episódios de violência (“os europeus chegaram...”, “milhares foram mortos...”, “foram escravizados...”).

  2. Isso leva à falsa ideia de que não existe uma história ampla e rica “para além de genocídios e sofrimentos”, como se os ancestrais “não tivessem nada a nos ensinar”.

  3. Em seguida, o autor afirma o contrário: os ancestrais “têm” ensinamentos e “já vêm nos ensinando há muito tempo”, e a tradição oral aparece como meio de manter vivos esses saberes e memórias.

  4. Logo, a oralidade é importante porque preserva e faz continuar (perpetua) histórias e conhecimentos que foram silenciados/apagados das narrativas oficiais e escolares, contribuindo para a identidade nacional de forma mais completa.

Eliminando alternativas:

  • (A) é restrita a “mortes” e não abrange o principal: recuperar memórias e ensinamentos apagados.
  • (B) fala em “apagar perspectivas europeias”, o que não é defendido; o texto quer ampliar a narrativa, não apagar outra.
  • (C) “confirmar mitologias folclóricas” não é o foco.
  • (E) é o oposto do texto, que critica as narrativas escolares limitadas.

Alternativa correta: (D).

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