Nos últimos cinquenta anos, inúmeras orientações impulsionaram, em vários países, a inclusão da resolução de problemas nos currículos escolares. Smole e Diniz (2016) comentam como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) posicionam a resolução de problemas como um caminho para "fazer matemática" na sala de aula. SMOLE, K. S.; DINIZ, M. I. Resolução de problemas nas aulas de matemática: o recurso problemateca. Porto Alegre: Penso, 2016. Leia as afirmações a seguir sobre o tema resolução de problemas: I. O ponto de partida da atividade matemática não é a definição, mas o problema. II. O problema pode ser definido como um exercício de aplicação mecânica de fórmulas ou processos operatórios. III. A resolução de problemas deve ser entendida como uma atividade paralela, de aplicação da aprendizagem. As afirmações que representam princípios segundo os quais os PCN concebem a resolução de problemas são:
Questão
Nos últimos cinquenta anos, inúmeras orientações impulsionaram, em vários países, a inclusão da resolução de problemas nos currículos escolares. Smole e Diniz (2016) comentam como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) posicionam a resolução de problemas como um caminho para "fazer matemática" na sala de aula.
SMOLE, K. S.; DINIZ, M. I. Resolução de problemas nas aulas de matemática: o recurso problemateca. Porto Alegre: Penso, 2016.
Leia as afirmações a seguir sobre o tema resolução de problemas:
I. O ponto de partida da atividade matemática não é a definição, mas o problema.
II. O problema pode ser definido como um exercício de aplicação mecânica de fórmulas ou processos operatórios.
III. A resolução de problemas deve ser entendida como uma atividade paralela, de aplicação da aprendizagem.
As afirmações que representam princípios segundo os quais os PCN concebem a resolução de problemas são:
Alternativas
a) II e III, apenas.
b) I, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
Explicação
Vamos analisar cada afirmação à luz de como os PCN entendem a resolução de problemas como caminho para “fazer Matemática” em sala de aula.
I. “O ponto de partida da atividade matemática não é a definição, mas o problema.” Isso está de acordo com a concepção dos PCN: o trabalho pode iniciar por situações-problema, nas quais os conceitos e procedimentos matemáticos são construídos/ressignificados a partir da necessidade de resolver o problema, e não apenas apresentados como definição pronta.
II. “O problema pode ser definido como um exercício de aplicação mecânica de fórmulas ou processos operatórios.” Isso contraria a ideia de resolução de problemas nos PCN. Um problema, nesse enfoque, envolve desafio, tomada de decisões, planejamento de estratégias e reflexão; já a aplicação mecânica de fórmulas caracteriza mais um exercício rotineiro, não um problema no sentido didático defendido.
III. “A resolução de problemas deve ser entendida como uma atividade paralela, de aplicação da aprendizagem.” Também contraria os PCN: a resolução de problemas não é algo “à parte” nem apenas “para aplicar depois”. Ela é um eixo metodológico do ensino, um modo de construir conhecimento matemático ao longo do processo.
Portanto, apenas a afirmação I representa princípio compatível com os PCN.
Alternativa correta: (b).