A população em situação de rua, face às adversidades a que estão suscetíveis, apresentam um modo peculiar de compreensão na relação saúde-doença, o qual se diferencia do contexto apresentado pelas políticas de saúde. Assinale a alternativa correta.

Questão

A população em situação de rua, face às adversidades a que estão suscetíveis, apresentam um modo peculiar de compreensão na relação saúde-doença, o qual se diferencia do contexto apresentado pelas políticas de saúde. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

A. Devido ao fato de lutarem pela sobrevivência, não apresentam tempo disponível para cuidar da saúde.

B. Compreendem a doença na medida em que não conseguem mais utilizar o próprio corpo como instrumento de trabalho.

88%

C. Atribuem à saúde a sua permanente sensação de bem-estar, já que se sentem livres para escolher seus próprios caminhos de sobrevivência.

D. Não procuram ajuda do sistema de saúde por serem estigmatizados pela sociedade.

E. Por estarem acostumados a privações, preferem manter-se dentro do contexto de invisibilidade social.

Explicação

  1. A questão afirma que a população em situação de rua tem um modo peculiar de compreender a relação saúde-doença, diferente do que é proposto nas políticas de saúde. Em geral, as políticas públicas trabalham com uma noção ampliada de saúde (promoção, prevenção, cuidado contínuo), enquanto a vivência na rua tende a tornar a “saúde” um conceito mais pragmático e imediato.

  2. Na rua, o corpo costuma ser o principal (e muitas vezes único) “recurso” para garantir sobrevivência: caminhar, carregar objetos, fazer bicos, catar recicláveis, pedir ajuda, buscar alimentação e abrigo. Assim, a percepção de “estar doente” frequentemente se relaciona a perder a capacidade funcional de realizar essas atividades indispensáveis.

  3. Analisando as alternativas:

  • A) Generaliza e não descreve adequadamente a compreensão saúde-doença (além de ser reducionista: há diversas formas de cuidado possíveis, mesmo em condições adversas).
  • B) Expressa uma compreensão funcional/pragmática da doença: ela passa a ser reconhecida quando impede o uso do corpo para trabalhar/sobreviver. Isso corresponde ao “modo peculiar” indicado no enunciado.
  • C) Romantiza a situação (“permanente sensação de bem-estar”) e não condiz com o contexto de vulnerabilidade.
  • D) O estigma pode dificultar o acesso, mas a alternativa não trata da “compreensão” saúde-doença e é absolutizante (“não procuram”).
  • E) Também generaliza e desloca o foco para “invisibilidade social”, sem definir a noção de saúde-doença.

Logo, a alternativa que melhor representa essa percepção diferenciada — centrada na funcionalidade e na sobrevivência — é a letra B.

Alternativa correta: B.

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