No traumatismo dentoalveolar da região anterior, onde existe apenas luxação dentária do 13 ao 24 - dentoalveolar - sem deslocamento. Descreva o tratamento.
Questão
No traumatismo dentoalveolar da região anterior, onde existe apenas luxação dentária do 13 ao 24 - dentoalveolar - sem deslocamento. Descreva o tratamento.
Resposta
86%Em um traumatismo dentoalveolar anterior com apenas luxação dentária (13 ao 24) sem deslocamento (quadro compatível com subluxação/luxação sem mobilidade significativa e sem alteração de posição), o tratamento é predominantemente conservador, com controle clínico e radiográfico.
Explicação
Objetivos: aliviar dor, estabilizar se necessário, evitar necrose pulpar/reabsorções e monitorar complicações.
1) Conduta imediata
- Anamnese e exame: tempo do trauma, sintomas (dor à percussão/mordida), checar mobilidade, sangramento no sulco, testes de oclusão.
- Exames complementares:
- Radiografias periapicais dos dentes envolvidos (13 a 24) + incidências adicionais se preciso (anguladas) para descartar fraturas radiculares/alveolares.
- Avaliar tecidos moles e procurar corpos estranhos/lacerações.
- Higiene/antissepsia:
- Orientar bochechos com clorexidina 0,12% (geralmente 2x/dia por 7–10 dias) e higiene cuidadosa com escova macia.
- Dieta e proteção:
- Dieta macia e evitar morder com a região anterior por cerca de 1–2 semanas.
- Evitar esportes de contato; considerar protetor bucal após estabilização.
- Analgesia/anti-inflamatório conforme necessidade clínica (não é obrigatória antibioticoterapia apenas por luxação sem feridas contaminadas).
2) Estabilização (contenção)
- Sem deslocamento: em muitos casos não é necessário splint.
- Se houver mobilidade dolorosa/incômoda, pode-se fazer contenção flexível (fio + resina) por até 2 semanas, para conforto e proteção periodontal (evitar contenções rígidas).
3) Tratamento pulpar (endodontia)
- Não se faz endodontia imediata de rotina.
- Realizar testes de sensibilidade pulpar (frio/EPT) como linha de base; lembrar que podem dar falso-negativo nas primeiras semanas.
- Indicar endodontia apenas se surgirem sinais de necrose/infeção (ex.: escurecimento progressivo com sintomas, dor persistente, fístula, lesão periapical, reabsorção inflamatória).
4) Acompanhamento (fundamental)
- Reavaliações clínicas e radiográficas típicas:
- ~2 semanas (avaliar dor, mobilidade, oclusão, higiene; remover contenção se tiver sido instalada);
- 4–6 semanas;
- 3 meses;
- 6 meses;
- 1 ano;
- anualmente por até 5 anos (principalmente em múltiplos dentes e trauma dentoalveolar).
- Monitorar: necrose pulpar, calcificação/canal obliterado, reabsorções (interna/externa), perda de inserção/anquilose e alterações periodontais.
5) Orientações adicionais
- Ajuste oclusal apenas se houver interferência traumática.
- Atualizar antitetânica se houver feridas/lacerações contaminadas (conforme avaliação médica).
Em resumo: conduta conservadora + higiene e dieta macia + analgesia, contenção flexível somente se mobilidade sintomática, e seguimento clínico-radiográfico seriado, tratando endodonticamente apenas se houver evidência de necrose/complicações.
Alternativa correta: (sem alternativas).