Sônia, gerente de relacionamento, atende Anderson, 61 anos, que nunca investiu. Ele sempre deixou o dinheiro na poupança e diz que "já passou da idade de aprender". Ela percebe que a resistência está ligada à falta de familiaridade e ao viés do status quo. Para apoiá-lo, apresenta opções conservadoras, como o Tesouro Selic, mostrando que é possível começar com pouco e segurança. Essa abordagem é importante porque:
Questão
Sônia, gerente de relacionamento, atende Anderson, 61 anos, que nunca investiu. Ele sempre deixou o dinheiro na poupança e diz que "já passou da idade de aprender". Ela percebe que a resistência está ligada à falta de familiaridade e ao viés do status quo. Para apoiá-lo, apresenta opções conservadoras, como o Tesouro Selic, mostrando que é possível começar com pouco e segurança. Essa abordagem é importante porque:
Alternativas
a) a idade avançada do cliente indica que o ideal seria mantê-lo na poupança, já que esse tipo de perfil costuma ser totalmente avesso a mudanças.
b) incentivará Anderson a seguir influenciadores de finanças nas redes sociais para aprender sozinho, já que esse formato é mais acessível.
c) como o cliente nunca investiu, o ideal seria Sônia aguardar ele manifestar interesse antes de apresentar qualquer produto financeiro.
d) a resistência de Anderson revela barreiras comportamentais e culturais comuns no Brasil, e a educação financeira acessível pode ajudar a superá-las.
Explicação
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O enunciado descreve explicitamente falta de familiaridade e viés do status quo (tendência a manter a escolha “padrão”, como a poupança, evitando mudanças mesmo quando existem alternativas melhores/adequadas).
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A ação de Sônia — apresentar uma alternativa conservadora (ex.: Tesouro Selic), enfatizando que dá para começar com pouco e com segurança — é uma forma de educação financeira acessível e redução de atrito: ela aproxima o cliente de um produto que se parece, em termos de risco percebido e simplicidade, com aquilo que ele já conhece.
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Isso é importante porque a resistência do Anderson não é “apenas racional” (ex.: comparar rentabilidades), mas envolve barreiras comportamentais (status quo, medo do desconhecido) e também culturais/sociais (muita gente no Brasil associa investimento a algo “complicado” ou “para quem tem muito dinheiro”). Educação e orientação adequada ajudam a superar essas barreiras.
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Analisando as alternativas:
- (a) Incorreta: idade não implica que o “ideal” é manter na poupança; além disso, o problema é a barreira comportamental, não uma incapacidade por idade.
- (b) Incorreta: “seguir influenciadores” não é solução técnica nem alinhada a suitability; pode aumentar ruído e risco.
- (c) Incorreta: esperar passivamente tende a reforçar o status quo; o papel da gerente é orientar e apresentar opções adequadas.
- (d) Correta: conecta diretamente a resistência a barreiras comportamentais/culturais e à utilidade da educação financeira acessível para superá-las.
Alternativa correta: (d).