Sobre o período de transição entre o modo de produção feudal (idade média) e o modo de produção capitalista (idade contemporânea), temos uma concentração de poder justificada em nome do interesse do Estado-nação, para financiar a formação de exércitos e marinhas, militares e mercantes necessários para conquistar, dominar e explorar outros povos e seus territórios, transformando-os em suas colônias. Neste contexto, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas proposições a seguir: 1) Período este marcado pela unificação dos estados nacionais, com a concentração do poder econômico, político e militar (controle das forças armadas) na figura dos "déspotas esclarecidos". 2) O despotismo teve forte presença durante a antiguidade, principalmente na Grécia e em Roma, geralmente eles eram imperadores e exerciam poder soberano. 3) Nos impérios Bizantino, Latino, Búlgaro e Sérvio, déspota era um título concedido a herdeiros dos imperadores, no qual as características autoritárias e o direito inalienável ao poder. 4) A concentração de poder era justificada pelo interesse do Estado-nação em financiar exércitos necessários para conquistar, dominar e explorar povos e territórios como colônias. 5) No pensamento mercantilista, maximizar o interesse do Estado-nação levaria à maximização do interesse privado (enriquecimento da classe dominante).

Questão

Sobre o período de transição entre o modo de produção feudal (idade média) e o modo de produção capitalista (idade contemporânea), temos uma concentração de poder justificada em nome do interesse do Estado-nação, para financiar a formação de exércitos e marinhas, militares e mercantes necessários para conquistar, dominar e explorar outros povos e seus territórios, transformando-os em suas colônias.

Neste contexto, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas proposições a seguir:

  1. Período este marcado pela unificação dos estados nacionais, com a concentração do poder econômico, político e militar (controle das forças armadas) na figura dos "déspotas esclarecidos".

  2. O despotismo teve forte presença durante a antiguidade, principalmente na Grécia e em Roma, geralmente eles eram imperadores e exerciam poder soberano.

  3. Nos impérios Bizantino, Latino, Búlgaro e Sérvio, déspota era um título concedido a herdeiros dos imperadores, no qual as características autoritárias e o direito inalienável ao poder.

  4. A concentração de poder era justificada pelo interesse do Estado-nação em financiar exércitos necessários para conquistar, dominar e explorar povos e territórios como colônias.

  5. No pensamento mercantilista, maximizar o interesse do Estado-nação levaria à maximização do interesse privado (enriquecimento da classe dominante).

Alternativas

a) V-V-V-V-V.

b) F-F-F-F-F.

c) V-F-F-V-V.

86%

d) V-F-V-F-V.

e) F-V-V-V-F.

Explicação

Vamos julgar cada proposição no contexto da transição do feudalismo para o capitalismo (formação do Estado moderno, absolutismo, mercantilismo e expansão colonial, sobretudo entre os séculos XV e XVIII).

1) Verdadeiro (V). A transição é marcada pela formação/unificação de Estados nacionais e pela centralização do poder (político, militar e, em parte, econômico) nas monarquias. Em muitos materiais didáticos essa centralização aparece associada ao absolutismo e, mais tarde (século XVIII), a monarcas chamados de “déspotas esclarecidos”.

2) Falso (F). “Despotismo” não é caracterizado como um regime típico e dominante da Grécia e Roma como regra geral. Além disso, em Roma houve República e depois Império, e não se usa “déspota” como categoria central para designar seus governantes (o termo é mais associado a discussões sobre autoritarismo e, historicamente, a títulos e práticas de outros contextos, como o bizantino).

3) Falso (F). No Império Bizantino e em estados de tradição bizantina, déspota foi, de fato, um título concedido (frequentemente a parentes próximos do imperador). Porém, a proposição erra ao afirmar como definição do título “características autoritárias e direito inalienável ao poder” (isso descreve de forma imprecisa o título, que era sobretudo uma dignidade/cargo honorífico e não uma “garantia” de poder absoluto por direito inalienável).

4) Verdadeiro (V). A concentração do poder no Estado moderno foi justificada pela necessidade de fortalecer o Estado-nação, inclusive para financiar exércitos e marinhas, sustentar a competição europeia e viabilizar conquista e exploração colonial.

5) Verdadeiro (V). No mercantilismo, o fortalecimento do Estado (acúmulo de metais preciosos, balança comercial favorável, protecionismo, monopólios, companhias de comércio) tendia a favorecer a classe dominante, pois o “interesse do Estado” era, na prática, conduzido para beneficiar elites mercantis e a nobreza aliada ao poder.

Sequência: V – F – F – V – V.

Alternativa correta: (c).

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