Carlos trabalha em uma instituição associada à ANBIMA e compra e vende ações em nome de clientes cuja carteira administra. Para viabilizar a sua atividade, que é muito dinâmica, ele realiza as operações no atacado e depois designa qual cliente foi o responsável por cada operação. A conduta de Carlos:
Questão
Carlos trabalha em uma instituição associada à ANBIMA e compra e vende ações em nome de clientes cuja carteira administra. Para viabilizar a sua atividade, que é muito dinâmica, ele realiza as operações no atacado e depois designa qual cliente foi o responsável por cada operação. A conduta de Carlos:
Alternativas
Está errada, pois toda ordem de compra ou venda deveria ter seu beneficiário designado quando é realizada.
É regular, desde que o responsável por cada uma das operações se baseie em critérios pré-estabelecidos e verificáveis.
É regular, desde que haja liberdade de escolha para realizar as ordens e cumprir todos os objetivos de rentabilidade.
Explicação
A situação descreve que Carlos executa ordens “no atacado” (isto é, agregadas) e só depois faz a alocação/designação de qual cliente foi o beneficiário de cada operação.
Pelas regras de conduta e controles exigidos em instituições associadas à ANBIMA (e boas práticas de mercado), a ordem deve estar vinculada ao respectivo cliente/beneficiário no momento do envio/execução, garantindo:
- Rastreabilidade e registro da ordem (quem decidiu e para quem foi);
- Tratamento equitativo entre clientes (evita “cherry picking”, isto é, direcionar depois os melhores resultados para alguns e os piores para outros);
- Prevenção de conflito de interesses e manipulação de alocação pós-negociação.
Assim, a conduta descrita é inadequada porque a designação posterior do beneficiário abre espaço para favorecimento e quebra de controles.
Alternativa correta: (A).