Uma empresa exportadora de cafés especiais passou a enfrentar dificuldades para atender compradores internacionais após a identificação de lotes com alterações sensoriais e questionamentos relacionados à segurança alimentar. Embora os cafés apresentassem boa aparência física e tivessem sido produzidos em lavouras conduzidas adequadamente, análises realizadas por laboratórios credenciados detectaram problemas que comprometiam a comercialização de parte da produção. Diante da situação, a empresa contratou uma equipe multidisciplinar para investigar os fatores envolvidos. Os especialistas verificaram que alguns produtores realizavam a secagem dos grãos de maneira inadequada, enquanto outros armazenavam o produto em locais com variações significativas de temperatura e umidade. Também foram observadas diferenças nas práticas de higiene adotadas durante as etapas de pós-colheita. Durante a auditoria, constatou-se que determinadas cargas apresentavam contaminação por compostos produzidos por fungos toxigênicos, cuja presença representa risco à saúde humana e é motivo de restrições comerciais em mercados mais exigentes. Como consequência, a empresa precisou revisar seus protocolos de qualidade e implantar um sistema preventivo baseado na identificação dos pontos críticos de controle ao longo da cadeia produtiva. Os consultores explicaram aos produtores que a prevenção da contaminação deveria começar ainda na fase de colheita e continuar ao longo das etapas de secagem, armazenamento e transporte. Ressaltaram também que fatores ambientais, como temperatura elevada e excesso de umidade, favorecem o crescimento de fungos capazes de produzir metabólitos tóxicos. Dentro desse contexto, o sistema de gestão recomendado para identificação, avaliação e prevenção dos riscos associados à ocorrência dessas contaminações corresponde ao

Questão

Uma empresa exportadora de cafés especiais passou a enfrentar dificuldades para atender compradores internacionais após a identificação de lotes com alterações sensoriais e questionamentos relacionados à segurança alimentar. Embora os cafés apresentassem boa aparência física e tivessem sido produzidos em lavouras conduzidas adequadamente, análises realizadas por laboratórios credenciados detectaram problemas que comprometiam a comercialização de parte da produção. Diante da situação, a empresa contratou uma equipe multidisciplinar para investigar os fatores envolvidos. Os especialistas verificaram que alguns produtores realizavam a secagem dos grãos de maneira inadequada, enquanto outros armazenavam o produto em locais com variações significativas de temperatura e umidade. Também foram observadas diferenças nas práticas de higiene adotadas durante as etapas de pós-colheita. Durante a auditoria, constatou-se que determinadas cargas apresentavam contaminação por compostos produzidos por fungos toxigênicos, cuja presença representa risco à saúde humana e é motivo de restrições comerciais em mercados mais exigentes. Como consequência, a empresa precisou revisar seus protocolos de qualidade e implantar um sistema preventivo baseado na identificação dos pontos críticos de controle ao longo da cadeia produtiva. Os consultores explicaram aos produtores que a prevenção da contaminação deveria começar ainda na fase de colheita e continuar ao longo das etapas de secagem, armazenamento e transporte. Ressaltaram também que fatores ambientais, como temperatura elevada e excesso de umidade, favorecem o crescimento de fungos capazes de produzir metabólitos tóxicos.

Dentro desse contexto, o sistema de gestão recomendado para identificação, avaliação e prevenção dos riscos associados à ocorrência dessas contaminações corresponde ao

Alternativas

A) Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, direcionado ao financiamento da armazenagem dos grãos

B) sistema de classificação por peneiras, destinado à uniformização física dos lotes antes da torrefação

C) sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), voltado à análise de perigos e ao controle de pontos críticos para segurança alimentar

97%

D) método Agtron de avaliação da cor dos grãos durante o monitoramento da torra

Explicação

O enunciado descreve um problema de segurança alimentar em cafés (alterações sensoriais e, principalmente, contaminação por compostos produzidos por fungos toxigênicos, isto é, micotoxinas), associado a falhas em secagem, armazenamento (variações de temperatura e umidade) e higiene no pós-colheita.

Além disso, afirma que a empresa precisou implantar um sistema preventivo baseado na identificação dos pontos críticos de controle ao longo da cadeia (colheita → secagem → armazenamento → transporte). Essa descrição corresponde exatamente ao APPCC (HACCP), cujo objetivo é:

  1. Identificar perigos (biológicos, químicos e físicos) relevantes para a segurança do alimento;
  2. Determinar Pontos Críticos de Controle (PCCs);
  3. Estabelecer limites, monitoramento e ações corretivas para prevenir/mitigar o risco.

Analisando as alternativas:

  • A) trata de financiamento (PRONAF), não de gestão de perigos e PCCs.
  • B) peneiras classificam por tamanho (qualidade física), não controlam risco de micotoxinas.
  • C) é o sistema voltado à análise de perigos e controle de pontos críticos para segurança alimentar, exatamente o solicitado.
  • D) Agtron avalia cor/torra, não é sistema de prevenção de contaminações.

Alternativa correta: (C).

Travou em outra questão? A gente resolve.

Crie sua conta grátis e resolva 3 questões por dia com explicação passo a passo, por texto ou foto.

Questões relacionadas

Ver últimas questões

Comece a estudar de forma inteligente hoje mesmo

Resolva questões de concursos e vestibulares com IA, gere simulados personalizados e domine os conteúdos que mais caem nas provas.

Cancele quando quiser.