Marcos aplicou R$ 200 mil em um COE com capital em risco, atrelado ao desempenho de uma cesta de ações internacionais. Antes do vencimento, ele precisou sair da operação por necessidade de liquidez e foi surpreendido pelo valor de recompra. Ao solicitar o resgate antecipado, Marcos foi impactado por:
Questão
Marcos aplicou R$ 200 mil em um COE com capital em risco, atrelado ao desempenho de uma cesta de ações internacionais. Antes do vencimento, ele precisou sair da operação por necessidade de liquidez e foi surpreendido pelo valor de recompra. Ao solicitar o resgate antecipado, Marcos foi impactado por:
Resposta
92%Ao pedir o resgate antecipado de um COE, Marcos foi impactado principalmente pela marcação a mercado (recompra pelo valor de mercado do produto), o que pode gerar deságio e até perda, especialmente em COE com capital em risco e com derivativos na estrutura.
Explicação
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COE (Certificado de Operações Estruturadas) é um produto “empacotado” (normalmente com renda fixa + derivativos) e, em geral, foi desenhado para ser mantido até o vencimento.
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Quando o investidor pede saída antes do vencimento, ele não recebe um “valor tabelado”. A instituição faz a recompra pelo preço de mercado daquele COE naquele dia.
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Esse preço de mercado é determinado por marcação a mercado, que incorpora fatores como:
- nível atual dos ativos de referência (cesta de ações),
- volatilidade e condições de mercado,
- taxa de juros e spread da instituição,
- custo/valor dos derivativos na estrutura.
- Por isso, é comum existir deságio no resgate antecipado: mesmo que a cesta de ações não tenha “ido tão mal” no olhar do leigo, o preço de recompra pode ficar abaixo do que ele aplicou. Como o COE era com capital em risco, a chance de recompra abaixo do principal é ainda maior.
Conclusão: o fator determinante do “valor de recompra” que surpreende no resgate antecipado é a marcação a mercado, frequentemente resultando em deságio/perda por falta de liquidez e pela precificação do derivativo.