Baseando-se no texto apresentado sobre coesão textual e considerando o texto de Ricardo Ramos, avalie as assertões a seguir e a relação proposta entre elas. I. É possível afirmar que no texto “Circuito fechado”, de Ricardo Ramos, a ausência de coesão textual não impede a textualidade. PORQUE II. Nem sempre um texto precisa ser coeso para que seja classificado como um texto; o imprescindível é que ele seja coerente, fornecendo elementos que facilitem a compreensão do leitor. A respeito dessas assertões, assinale a opção correta.

Questão

Baseando-se no texto apresentado sobre coesão textual e considerando o texto de Ricardo Ramos, avalie as assertões a seguir e a relação proposta entre elas.

I. É possível afirmar que no texto “Circuito fechado”, de Ricardo Ramos, a ausência de coesão textual não impede a textualidade.

PORQUE

II. Nem sempre um texto precisa ser coeso para que seja classificado como um texto; o imprescindível é que ele seja coerente, fornecendo elementos que facilitem a compreensão do leitor.

A respeito dessas assertões, assinale a opção correta.

Alternativas

A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.

B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

84%

E) As asserções I e II são proposições falsas.

Explicação

Para julgar as assertões, é preciso distinguir coesão e coerência.

  • Coesão: mecanismos linguísticos de encadeamento na superfície do texto (conectivos, pronomes referenciais, repetições controladas, elipses etc.), que “costuram” as partes.
  • Coerência: unidade de sentido; possibilidade de o leitor construir uma interpretação global e não contraditória.

Análise da I. A assertiva diz que, no texto “Circuito fechado”, a ausência de coesão não impede a textualidade. O problema é o termo “ausência”: se realmente não houvesse coesão alguma (isto é, nenhum mecanismo de ligação/referência entre segmentos), a construção da textualidade ficaria seriamente comprometida, pois o leitor não teria pistas linguísticas mínimas para relacionar partes do enunciado. O que pode ocorrer (e é comum em textos literários) é haver coesão reduzida, não linear, fragmentada ou atípica, mas não uma “ausência” total sem prejuízo. Assim, a I fica falsa pelo exagero/absolutização.

Análise da II. A II afirma que nem sempre um texto precisa ser fortemente coeso para ser considerado texto e que o imprescindível é a coerência, com elementos que permitam a compreensão. Isso está de acordo com a teoria da textualidade: é possível haver textos com coesão pouco marcada (mais “solta”/fragmentária) e, ainda assim, com coerência suficiente para que sejam reconhecidos como texto. Logo, a II é verdadeira.

Relação entre elas. Como a I é falsa e a II é verdadeira, não há como a II justificar a I.

Alternativa correta: (D).

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