O ensino de língua portuguesa pautado em concepções de linguagem, Geraldi (ano) aponta três concepções que permeiam esse processo: a linguagem como expressão do pensamento; a linguagem como instrumento de comunicação; a linguagem como forma de interação. A linguagem como expressão do pensamento como concepção de linguagem “ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem como tal, somos levados a afirmações – correntes – de que pessoas que não conseguem se expressar não pensam”. GERALDI, João Wanderley. Concepções de Linguagem e Ensino de Português. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na Sala de Aula. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2004, p.2. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5388957/mod_resource/content/1/GERALDI%2C%20Jo%C3%A3o%20Wanderley.%20et%20al.%20%28orgs.%29.%20O%20texto%20na%20sala%20de%20aula.%203.%20ed.%20S%C3%A3o%20Paulo%20%C3%81tica%2C%201999.%20.pdf . Acesso: em 22 mar 2024. Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A concepção de linguagem como expressão do pensamento considera a comunicação como a tradução do pensamento do falante. PORQUE II. a expressão linguística do falante em tal concepção deve indicar domínio do código (língua), a escolha por construções linguísticas fora da prescrição normativa pode promover o preconceito linguístico. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:

Questão

O ensino de língua portuguesa pautado em concepções de linguagem, Geraldi (ano) aponta três concepções que permeiam esse processo: a linguagem como expressão do pensamento; a linguagem como instrumento de comunicação; a linguagem como forma de interação. A linguagem como expressão do pensamento como concepção de linguagem “ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem como tal, somos levados a afirmações – correntes – de que pessoas que não conseguem se expressar não pensam”.

GERALDI, João Wanderley. Concepções de Linguagem e Ensino de Português. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na Sala de Aula. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2004, p.2. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5388957/mod_resource/content/1/GERALDI%2C%20Jo%C3%A3o%20Wanderley.%20et%20al.%20%28orgs.%29.%20O%20texto%20na%20sala%20de%20aula.%203.%20ed.%20S%C3%A3o%20Paulo%20%C3%81tica%2C%201999.%20.pdf . Acesso: em 22 mar 2024.

Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. A concepção de linguagem como expressão do pensamento considera a comunicação como a tradução do pensamento do falante.

PORQUE

II. a expressão linguística do falante em tal concepção deve indicar domínio do código (língua), a escolha por construções linguísticas fora da prescrição normativa pode promover o preconceito linguístico.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:

Alternativas

Alternativa 1: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

Alternativa 2: As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

88%

Alternativa 3: A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

Alternativa 4: A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

Alternativa 5: As asserções I e II são proposições falsas.

Explicação

Análise da asserção I Na concepção de linguagem como expressão do pensamento (associada aos estudos tradicionais/gramática normativa), entende-se que a língua serve para exteriorizar um conteúdo mental já pronto. Assim, comunicar seria, em grande medida, “traduzir” o pensamento do falante em palavras; daí deriva a ideia corrente criticada por Geraldi: quem “não se expressa bem” seria alguém que “não pensa”. Portanto, a asserção I é verdadeira.

Análise da asserção II Ainda nessa mesma concepção, valoriza-se fortemente o “bem falar” como evidência de pensamento organizado, o que costuma se ligar à exigência de domínio do código entendido como domínio da norma-padrão. Nessa lógica, usos fora da prescrição normativa tendem a ser julgados como “erro” e podem alimentar avaliações sociais negativas sobre o falante (o que, no debate contemporâneo, é compreendido como base para o preconceito linguístico). Logo, a asserção II também é verdadeira.

Relação entre I e II (justificativa) Apesar de ambas serem verdadeiras e estarem no mesmo campo teórico (visão tradicional/normativa), a II não justifica diretamente a I.

  • A I define a comunicação como tradução do pensamento.
  • A II trata das consequências normativas e sociais dessa concepção (valorização da norma-padrão e possibilidade de preconceito).

Ou seja, a II é mais um desdobramento/implicação da concepção tradicional do que a razão lógica que explica por que, nessa concepção, comunicar seria traduzir o pensamento.

Alternativa correta: (2).

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