Sandra procura seu gerente, Leandro, e solicita um crédito emergencial, já que os limites dos cartões e do cheque especial não estão mais disponíveis. Ela conta que não consegue mais dormir pensando em como sair dessa situação, e que um empréstimo agora é essencial para que possa fazer compras no supermercado. Leandro começou a atender clientes há um mês e pede a opinião de um colega sobre como poderia ajudá-la. O colega, mais experiente, recomenda:

Questão

Sandra procura seu gerente, Leandro, e solicita um crédito emergencial, já que os limites dos cartões e do cheque especial não estão mais disponíveis. Ela conta que não consegue mais dormir pensando em como sair dessa situação, e que um empréstimo agora é essencial para que possa fazer compras no supermercado. Leandro começou a atender clientes há um mês e pede a opinião de um colega sobre como poderia ajudá-la. O colega, mais experiente, recomenda:

Alternativas

( ) renegociar dívidas, que deve ser sempre a primeira alternativa a ser estudada quando atendemos um cliente endividado.

( ) avaliar a disposição para mudar hábitos, já que renegociar a dívida sem disciplina costuma levar a novos ciclos de endividamento.

( ) a renegociação é uma alternativa válida, desde que baseada na análise do fluxo de caixa, da capacidade real de pagamento e, quando possível, na redução dos juros totais da dívida.

92%

( ) liberar limite de crédito para o pagamento das despesas urgentes é uma saída mais simples do que firmar um novo contrato de crédito com prazos longos.

Explicação

O caso descreve uma cliente já em situação de endividamento grave: limites de cartões e cheque especial esgotados, pedido de “crédito emergencial” para despesas básicas e sinais de ansiedade/insônia. Nesse cenário, a orientação tecnicamente adequada para um gerente/atendente responsável é evitar ampliar crédito de forma automática e, em vez disso, tratar a causa do desequilíbrio financeiro, buscando uma solução sustentável.

Analisando as alternativas:

  1. “Renegociar dívidas deve ser sempre a primeira alternativa” — é uma afirmação absoluta (“sempre”). Na prática, o primeiro passo é diagnóstico: entender renda, despesas, dívidas, prioridades e riscos. Renegociação é comum, mas não “sempre” a primeira medida sem análise.

  2. “Avaliar disposição para mudar hábitos…” — é importante (sem mudança de comportamento pode haver reincidência), mas isso, sozinho, não orienta uma medida financeira concreta nem substitui análise de capacidade de pagamento.

  3. “Renegociação válida desde que baseada no fluxo de caixa, capacidade real de pagamento e, quando possível, redução dos juros totais” — esta é a recomendação mais completa e correta, porque coloca como condição:

  • levantar o fluxo de caixa (entradas e saídas mensais);
  • verificar a capacidade real de pagamento (parcela compatível com sobra de caixa);
  • buscar redução do custo total (ex.: substituir dívidas caras como rotativo/cheque especial por condições menos onerosas). Isso evita “empurrar” a cliente para um crédito que ela não consegue honrar.
  1. “Liberar limite de crédito… é mais simples” — embora possa parecer imediato, tende a piorar o quadro, porque aumenta a exposição a crédito caro e não resolve o desequilíbrio estrutural.

Logo, a recomendação do colega experiente é a alternativa 3.

Alternativa correta: (C).

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