“O deslizamento de uma encosta voltou a interditar totalmente a rodovia Rio-Santos (SP-55), no trecho da Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o primeiro deslizamento aconteceu no final da noite de quinta-feira, 27, mas houve novo escorregamento de terra e lama nesta sexta-feira, 28, quando as máquinas já trabalhavam no local. No último dia 21, a rodovia já havia sido totalmente interditada no mesmo trecho devido à queda de barreiras.” Fonte: TERRA. Deslizamento de encosta causa interdição total da rodovia Rio-Santos. 2020. Com base nessas informações e considerando o conteúdo estudado sobre os processos de instabilidade própria, é possível dizer que são considerados processos de instabilidade superficial:
Questão
“O deslizamento de uma encosta voltou a interditar totalmente a rodovia Rio-Santos (SP-55), no trecho da Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o primeiro deslizamento aconteceu no final da noite de quinta-feira, 27, mas houve novo escorregamento de terra e lama nesta sexta-feira, 28, quando as máquinas já trabalhavam no local. No último dia 21, a rodovia já havia sido totalmente interditada no mesmo trecho devido à queda de barreiras.”
Fonte: TERRA. Deslizamento de encosta causa interdição total da rodovia Rio-Santos. 2020.
Com base nessas informações e considerando o conteúdo estudado sobre os processos de instabilidade própria, é possível dizer que são considerados processos de instabilidade superficial:
Alternativas
A) creep, lasqueamento, formação de blocos instáveis.
B) erosão laminar, ravinamento, voçorocas.
C) enxurradas, deslocamento de solo saturado, liquefação do solo.
D) enxurradas, ravinamento, liquefação, lasqueamento.
E) creep, erosão laminar, ravinamento.
Explicação
Passo 1 — Entender o que a questão chama de “instabilidade superficial”. Nos estudos de dinâmica de encostas, processos de instabilidade superficial são aqueles que envolvem remoção/redistribuição de material na camada mais superficial do solo, em geral associados à ação da água escoando e à erosão (não necessariamente um grande movimento de massa profundo).
Passo 2 — Classificar os itens das alternativas.
- Erosão laminar: remoção fina e generalizada da camada superficial do solo → superficial.
- Ravinamento: evolução de sulcos/canais erosivos pequenos a médios → superficial.
- Voçorocas: forma erosiva mais evoluída e profunda que ravinas, mas ainda tratada como processo erosivo (e, na classificação usual de instabilidade superficial/erosiva, entra nesse conjunto laminar → ravina → voçoroca).
Passo 3 — Eliminar alternativas com processos que não são “instabilidade superficial” (no sentido erosivo).
- Creep (rastejamento): é um movimento de massa lento (deformação da encosta), não é tipicamente listado junto de “erosão laminar/ravinas/voçorocas” como instabilidade superficial erosiva.
- Liquefação do solo: fenômeno geotécnico associado a perda de resistência (muito ligado a sismos ou condições específicas), não é processo erosivo superficial.
- Lasqueamento / formação de blocos instáveis: ligados a instabilidade de rocha (quedas/rupturas), não ao pacote clássico de erosão superficial.
- Enxurradas: escoamento concentrado; pode causar erosão, mas a alternativa mistura com liquefação/lasqueamento, ficando incoerente com “instabilidade superficial” como conjunto erosivo típico.
Conclusão: a alternativa que reúne de forma direta e correta os processos de instabilidade superficial (erosivos) é erosão laminar, ravinamento e voçorocas.
Alternativa correta: (B).