Equidade em Saúde: A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) representa um marco na abordagem brasileira sobre a migração, reconhecendo-a como um direito humano. Essa legislação garante aos migrantes, refugiados e apátridas o acesso a serviços públicos de saúde em condições de igualdade com os nacionais, sem discriminação. No entanto, esses grupos enfrentam barreiras específicas no acesso ao cuidado. Considerando o que foi estudado sobre a abordagem integral e equânime para essas populações, analise as afirmações a seguir: I. As barreiras culturais e linguísticas são os únicos desafios que os migrantes enfrentam nos serviços de saúde, já que a legislação brasileira garante acesso igualitário a todos. II. Para garantir o acesso equitativo à saúde para migrantes, refugiados e apátridas, é fundamental que os profissionais de saúde desenvolvam uma capacitação cultural e sensibilidade interpessoal, compreendendo as crenças e práticas de saúde de cada grupo. III. A Lei de Migração e outras iniciativas do Estado brasileiro, como a Operação Acolhida, são estratégias que visam garantir os direitos sociais, incluindo o acesso à saúde, a migrantes, refugiados e apátridas. IV. A abordagem integral em saúde para esses grupos deve se limitar ao tratamento de doenças físicas, sem considerar os traumas emocionais e o estresse relacionados à migração e à adaptação a um novo ambiente.

Questão

A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) representa um marco na abordagem brasileira sobre a migração, reconhecendo-a como um direito humano. Essa legislação garante aos migrantes, refugiados e apátridas o acesso a serviços públicos de saúde em condições de igualdade com os nacionais, sem discriminação. No entanto, esses grupos enfrentam barreiras específicas no acesso ao cuidado. Considerando o que foi estudado sobre a abordagem integral e equânime para essas populações, analise as afirmações a seguir:

I. As barreiras culturais e linguísticas são os únicos desafios que os migrantes enfrentam nos serviços de saúde, já que a legislação brasileira garante acesso igualitário a todos.

II. Para garantir o acesso equitativo à saúde para migrantes, refugiados e apátridas, é fundamental que os profissionais de saúde desenvolvam uma capacitação cultural e sensibilidade interpessoal, compreendendo as crenças e práticas de saúde de cada grupo.

III. A Lei de Migração e outras iniciativas do Estado brasileiro, como a Operação Acolhida, são estratégias que visam garantir os direitos sociais, incluindo o acesso à saúde, a migrantes, refugiados e apátridas.

IV. A abordagem integral em saúde para esses grupos deve se limitar ao tratamento de doenças físicas, sem considerar os traumas emocionais e o estresse relacionados à migração e à adaptação a um novo ambiente.

Alternativas

a) As afirmações I, III e IV estão corretas.

b) As afirmações II e III estão corretas.

94%

c) Todas as afirmações estão corretas.

d) As afirmações I e IV estão corretas.

Explicação

Vamos avaliar cada afirmação à luz de uma abordagem integral e equânime em saúde para migrantes, refugiados e apátridas.

I. Falsa. Barreiras culturais e linguísticas são importantes, mas não são as únicas. Na prática, também existem barreiras administrativas/burocráticas (documentação, cadastro), desinformação sobre direitos e fluxos do SUS, xenofobia/discriminação, dificuldades de acesso territorial e transporte, além de condições socioeconômicas e precarização do trabalho que dificultam a continuidade do cuidado. A existência de lei garantindo igualdade não elimina esses obstáculos concretos.

II. Verdadeira. Para promover acesso equitativo, é essencial que profissionais e serviços desenvolvam competência cultural e sensibilidade interpessoal, entendendo valores, crenças, práticas de saúde, modos de expressar sofrimento e expectativas de cuidado, além de adaptar comunicação (inclusive com mediação linguística quando necessário). Isso reduz ruídos, aumenta adesão e melhora o vínculo.

III. Verdadeira. A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) e ações estatais como a Operação Acolhida compõem estratégias de proteção e garantia de direitos, incluindo a articulação para acesso a políticas sociais (como saúde), especialmente em contextos de acolhimento e interiorização de populações em maior vulnerabilidade.

IV. Falsa. Abordagem integral não se limita a doenças físicas. Deve incluir saúde mental e aspectos psicossociais, considerando traumas, luto, violência, perseguições, estresse migratório, barreiras de adaptação e vulnerabilidades sociais, que impactam diretamente o processo saúde-doença e a efetividade do cuidado.

Como apenas II e III são verdadeiras, concluímos: Alternativa correta: (b).

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