Um paciente de 70 anos, sem pulso central palpável. Ao ser instalado o desfibrilador, é identificado ASSISTOLIA. Assinale a conduta correta em relação a esse ritmo cardíaco:
Questão
Um paciente de 70 anos, sem pulso central palpável. Ao ser instalado o desfibrilador, é identificado ASSISTOLIA. Assinale a conduta correta em relação a esse ritmo cardíaco:
Alternativas
a) Aplicar choque com desfibrilador.
b) Retomar RCP.
c) Aplicar cardioversão.
d) Interromper RCP, realizar eletrocardiograma para confirmar o óbito.
e) Aplicar soco precordial (precordial punch).
Explicação
Na parada cardiorrespiratória (PCR), a assistolia é um ritmo não chocável. Isso significa que não há indicação de desfibrilação (choque) nem de cardioversão, pois não existe atividade elétrica organizada que possa ser “resetada” por choque.
Conduta correta na assistolia (algoritmo de PCR em ritmo não chocável):
- Retomar/continuar RCP de alta qualidade imediatamente (compressões eficazes, minimizar interrupções).
- Administrar adrenalina o quanto antes e repetir a cada 3–5 minutos, conforme protocolo.
- Buscar e tratar causas reversíveis ("Hs e Ts": hipóxia, hipovolemia, hidrogênio/acidose, hipo/hipercalemia, hipotermia; tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, trombose coronária, trombose pulmonar, toxinas).
- Confirmar se é assistolia verdadeira (checar cabos, ganho do monitor, derivações), mas sem interromper RCP por tempo desnecessário.
Analisando as alternativas:
- (a) Choque: incorreto (assistolia não é ritmo chocável).
- (b) Retomar RCP: correto.
- (c) Cardioversão: incorreto (indicada em taquiarritmias com pulso, não em assistolia).
- (d) Interromper RCP para “confirmar óbito”: incorreto; a conduta é seguir o algoritmo de PCR.
- (e) Soco precordial: não é conduta para assistolia; é medida excepcional e rara, em arritmias presenciadas muito específicas, não substitui RCP.
Alternativa correta: (b).