A desconfiança em relação aos processos eleitorais não é novidade no Brasil, em que pesem os esforços contínuos na promoção de mecanismos a garantir o que se conhecia como "a verdade das urnas", expressão difundida largamente durante a Primeira República brasileira (1889-1930), que serve como referência de um período em que as fraudes eleitorais eram abusivas e os mecanismos de controle frágeis. (...) O processo eleitoral era longo e complexo e englobava pelo menos quatro fases sucessivas: alistamento dos eleitores, eleição, apuração e diplomação, tal como hoje. A diferença é que não havia uma Justiça Eleitoral (criada só em 1932) para coordenar todas as operações envolvidas, o que tornava os poderes executivo e legislativo — bem mais estruturados que o poder judiciário na ocasião — responsáveis pela condução dos trâmites de sua própria renovação, o que, por si só, se constituiu em uma distorção. Disponível em: www.cafehistoria.com.br. Acesso em: 4 dez. 2022. O sistema político citado no texto se diferencia das democracias contemporâneas, pois o processo eleitoral do primeiro

Questão

A desconfiança em relação aos processos eleitorais não é novidade no Brasil, em que pesem os esforços contínuos na promoção de mecanismos a garantir o que se conhecia como "a verdade das urnas", expressão difundida largamente durante a Primeira República brasileira (1889-1930), que serve como referência de um período em que as fraudes eleitorais eram abusivas e os mecanismos de controle frágeis. (...) O processo eleitoral era longo e complexo e englobava pelo menos quatro fases sucessivas: alistamento dos eleitores, eleição, apuração e diplomação, tal como hoje. A diferença é que não havia uma Justiça Eleitoral (criada só em 1932) para coordenar todas as operações envolvidas, o que tornava os poderes executivo e legislativo — bem mais estruturados que o poder judiciário na ocasião — responsáveis pela condução dos trâmites de sua própria renovação, o que, por si só, se constituiu em uma distorção.

Disponível em: www.cafehistoria.com.br. Acesso em: 4 dez. 2022.

O sistema político citado no texto se diferencia das democracias contemporâneas, pois o processo eleitoral do primeiro

Alternativas

A) incentivava o federalismo e o respeito à diversidade.

B) era pouco institucionalizado e instaurou o voto de cabresto.

92%

C) baseava-se em uma Constituição nacional válida em todo o Brasil.

D) regulava-se pelo sistema judiciário e valorizava a participação popular.

E) propôs a universalização dos direitos políticos e aplicou o voto facultativo.

Explicação

  1. O texto destaca que, na Primeira República (1889-1930), havia fraudes eleitorais abusivas e “mecanismos de controle frágeis”, além de não existir Justiça Eleitoral (criada apenas em 1932) para coordenar e fiscalizar o processo.
  2. Isso significa que o processo eleitoral era conduzido por poderes diretamente interessados em sua própria renovação (Executivo e Legislativo), o que reduz a imparcialidade e evidencia baixa institucionalização/fragilidade institucional.
  3. Nesse contexto, é típica a prática conhecida como coronelismo, com controle do voto por chefes políticos locais, o que ficou conhecido como “voto de cabresto” (coerção, troca de favores e manipulação do eleitorado).
  4. Portanto, a diferença em relação às democracias contemporâneas é justamente a pouca institucionalização do processo e a forte manipulação do voto.

Alternativa correta: B.

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