Jessica é uma investidora com o perfil conservador, a maior parte de sua carteira está alocada em produtos de renda fixa. Ela realiza investimentos mensais visando um objetivo de longo prazo: construir uma reserva financeira que lhe proporcione conforto na aposentadoria, sem depender exclusivamente do INSS. A investidora reconhece que, embora a renda variável possa experimentar oscilações significativas, também oferece a possibilidade de ganhos exponenciais. Ela opta por investir em ações. Sua assessora, a informa que a classe de renda variável não se adequa ao seu perfil de investidora que é conservador, recomendando-lhe que preencha novamente a API. Contudo, Jessica recusa-se a atualizar o perfil e insiste em prosseguir com a aplicação em ações. Nessa situação, a assessora deve:
Questão
Jessica é uma investidora com o perfil conservador, a maior parte de sua carteira está alocada em produtos de renda fixa. Ela realiza investimentos mensais visando um objetivo de longo prazo: construir uma reserva financeira que lhe proporcione conforto na aposentadoria, sem depender exclusivamente do INSS. A investidora reconhece que, embora a renda variável possa experimentar oscilações significativas, também oferece a possibilidade de ganhos exponenciais. Ela opta por investir em ações. Sua assessora, a informa que a classe de renda variável não se adequa ao seu perfil de investidora que é conservador, recomendando-lhe que preencha novamente a API. Contudo, Jessica recusa-se a atualizar o perfil e insiste em prosseguir com a aplicação em ações. Nessa situação, a assessora deve:
Alternativas
( ) respeitar a decisão de Jessica e proceder com a aplicação em ações, e relatar o ocorrido para sua gestão imediata desde a recomendação dada e a recusa da cliente em atualizar o perfil.
( ) explicar novamente os riscos associados à renda variável e tentar persuadir Jessica a reconsiderar sua decisão, destacando a importância da adequação do perfil de investidora.
( ) solicitar que Jessica assine um termo de ciência do desenquadramento do seu perfil para essa aplicação e prosseguir com a alocação escolhida pela cliente.
( ) sugerir um comprometimento, como alocar uma pequena porcentagem em ações e o restante em opções mais conservadoras, alinhadas ao perfil de Jessica.
Explicação
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Pela regra de suitability (adequação do produto ao cliente), a assessora deve avaliar o perfil (API) e alertar quando a aplicação pretendida estiver em desacordo com esse perfil (cliente conservadora querendo investir em ações, que são renda variável e têm maior risco/volatilidade).
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Se, mesmo após a orientação e recomendação de adequação/atualização do perfil, a cliente insistir em realizar a operação desenquadrada, a conduta esperada é:
- registrar formalmente que a cliente foi informada do desenquadramento e dos riscos; e
- colher a ciência/declaração da cliente (termo de ciência do desenquadramento) para fins de comprovação e governança; e então
- executar a ordem da cliente (desde que o produto seja permitido para ela e não haja impedimento operacional/regulatório específico).
- Analisando as alternativas:
- Respeitar e apenas “relatar à gestão” (A) é incompleto: falta a formalização da ciência da cliente.
- “Tentar persuadir” (B) é parte do processo, mas não resolve o que fazer quando ela mantém a decisão.
- O “termo de ciência do desenquadramento” e seguir com a ordem (C) é o procedimento correto quando há insistência do cliente.
- “Comprometimento” (D) pode ser uma sugestão de alocação, mas não substitui a obrigação de suitability e o registro do desenquadramento.
Alternativa correta: (C).