Considere uma turbina a vapor. Determine a potência necessária para o seu funcionamento e a taxa de destruição de exergia.

Questão

Considere uma turbina a vapor. Determine a potência necessária para o seu funcionamento e a taxa de destruição de exergia.

Imagem 1

Dados e diagrama do enunciado (ver Figura 1 e Fórmula 1 nos attachments).

Resposta

Potência no eixo (saindo do VC): W˙cv≈40 MW\dot W_{cv}\approx 40\,\text{MW}.
Taxa de destruição de exergia: E˙D≈28 MW\dot E_D\approx 28\,\text{MW}.

Explicação

Da figura: m˙=40 kg/s\dot m=40\,\text{kg/s}, P1=6 MPaP_1=6\,\text{MPa}, T1=500∘CT_1=500^\circ\text{C}; P2=8 kPaP_2=8\,\text{kPa} (vapor saturado); Q˙cv=−8 MW\dot Q_{cv}=-8\,\text{MW} (perda de calor); fronteira a Tb=453 KT_b=453\,\text{K}. Considera-se regime permanente, variações de energia cinética/potencial desprezíveis.

1) Potência no eixo (1ª Lei – balanço de energia)

Para um volume de controle em regime permanente:

Q˙−W˙=m˙ (h2−h1)\dot Q-\dot W = \dot m\,(h_2-h_1)

Logo,

W˙=Q˙+m˙ (h1−h2)\dot W = \dot Q + \dot m\,(h_1-h_2)

Propriedades (tabelas de vapor d’água):

  • Em 6 MPa6\,\text{MPa} e 500∘C500^\circ\text{C} (superaquecido): h1≈3375 kJ/kgh_1\approx 3375\,\text{kJ/kg}, s1≈6,8 kJ/(kg\cdotpK)s_1\approx 6{,}8\,\text{kJ/(kg·K)}.
  • Em P2=8 kPaP_2=8\,\text{kPa}, vapor saturado: h2≈2580 kJ/kgh_2\approx 2580\,\text{kJ/kg}, s2≈8,2 kJ/(kg\cdotpK)s_2\approx 8{,}2\,\text{kJ/(kg·K)}.

Então:

W˙≈(−8 MW)+40 [3375−2580] kW\dot W \approx (-8\,\text{MW}) + 40\,[3375-2580] \text{ kW} W˙≈−8000 kW+40⋅795 kW≈23800 kW\dot W \approx -8000\,\text{kW} + 40\cdot 795\,\text{kW} \approx 23800\,\text{kW}

Ou seja, potência mecânica líquida de saída:

W˙cv≈24 MW (saindo do VC)\boxed{\dot W_{cv}\approx 24\,\text{MW} \ (saindo\ do\ VC)}

2) Taxa de destruição de exergia

Pelo balanço de entropia (regime permanente):

0=∑Q˙jTj+m˙ (s1−s2)+S˙gen0=\sum \frac{\dot Q_j}{T_j}+\dot m\,(s_1-s_2)+\dot S_{gen}

Aqui há uma troca de calor na fronteira a TbT_b:

S˙gen=m˙(s2−s1)−Q˙Tb\dot S_{gen} = \dot m(s_2-s_1) - \frac{\dot Q}{T_b}

Cálculo:

m˙(s2−s1)≈40(8,2−6,8)=56 kW/K\dot m(s_2-s_1) \approx 40(8{,}2-6{,}8)=56\,\text{kW/K} −Q˙Tb=−−8 MW453 K=8000 kW453 K≈17,7 kW/K-\frac{\dot Q}{T_b}= -\frac{-8\,\text{MW}}{453\,\text{K}}=\frac{8000\,\text{kW}}{453\,\text{K}}\approx 17{,}7\,\text{kW/K} S˙gen≈56−17,7=38,3 kW/K\dot S_{gen}\approx 56-17{,}7=38{,}3\,\text{kW/K}

A destruição de exergia é:

E˙D=T0 S˙gen\dot E_D = T_0\,\dot S_{gen}

Adotando ambiente padrão T0=298 KT_0=298\,\text{K}:

E˙D≈298⋅38,3 kW≈11400 kW\dot E_D\approx 298\cdot 38{,}3\,\text{kW} \approx 11400\,\text{kW} E˙D≈11 MW\boxed{\dot E_D\approx 11\,\text{MW}}

Resultado final: W˙cv≈24 MW\dot W_{cv}\approx 24\,\text{MW} (saindo) e E˙D≈11 MW\dot E_D\approx 11\,\text{MW}.

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