The pedagogical activity based on the poem which promotes students' autonomy to cope with linguistic diversity is

Questão

The pedagogical activity based on the poem which promotes students' autonomy to cope with linguistic diversity is

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Poet For Our Times

I write the headlines for a Daily Paper. It's just a knack one's born with all-right-Squire. You do not have to be an educator, just bang the words down like they're screaming Fire! CECIL-KEAYS ROW SHOCK TELLS EYETIE¹ WAITER. ENGLAND FAN CALLS WHINGEING FROG² A LIAR. Cheers. Thing is, you've got to grab attention [...] with just one phrase as punters rush on by. I like to think that I'm a sort of poet for our times. My shout. Know what I mean? I've got a special talent and I show it in punchy haikus featuring the Queen. [...] And, yes, I have a dream — make that a scotch, ta — that kids will know my headlines off by heart.

Note: ¹ "Eyetie" is a derogatory spelling of "Italian." ² "Frog" is a derogatory term for a French person.

DUFFY, C. A. Standing Female Nude. Wyomissing: Dufour Editions, 1985 (fragment).

Alternativas

A) rewrite the content of the poem in a formal and academic register.

B) analyze stylistic differences between the poem and newspaper language.

C) interpret the use of language as intentional stylistic choices for meaning making.

88%

D) recognize the influence of non-standard form on intelligibility in communication.

Explicação

A atividade proposta deve promover autonomia para o aluno lidar com diversidade linguística (variação de registros, escolhas lexicais, gírias, termos pejorativos, efeitos de manchete etc.), sem reduzir isso a “certo/errado” apenas.

No poema, a voz do eu lírico é de alguém que escreve manchetes de jornal, usando:

  • linguagem informal (“Know what I mean?”, “My shout”);
  • recursos de impacto típicos de manchete (frases curtas, sensacionalismo, maiúsculas, ritmo acelerado);
  • escolhas lexicalmente marcadas, inclusive termos ofensivos (“Eyetie”, “Frog”), que aparecem para caracterizar um modo de falar/escrever e também para produzir efeitos sociais e de sentido.

A atividade que mais desenvolve autonomia diante dessa diversidade é levar o estudante a interpretar por que essas formas aparecem ali e que sentidos/efeitos elas constroem (registro, intenção comunicativa, crítica/ironia, construção da persona do “poeta do seu tempo”). Isso é exatamente o que propõe a alternativa C.

Por que as outras não são as melhores:

  • A foca em “corrigir” para o padrão formal, o que tende a apagar a variação e não promove leitura crítica do uso linguístico.
  • B até compara registros (poema vs jornal), mas fica mais descritiva; não necessariamente coloca o foco na intencionalidade e na produção de sentidos (que é o que mais fortalece autonomia interpretativa).
  • D direciona para “inteligibilidade” e efeito do não padrão na compreensão; aqui o ponto principal é o uso estilístico e social da linguagem, não avaliar se “atrapalha entender”.

Alternativa correta: (C).

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