Cinema: No filme Blade Runner, a estrutura arquétipica do "herói vence o monstro" é complementada por uma variação em que o monstro (Roy Batty) salva o herói (Rick Deckard) e assassina seu criador (Eldon Tyrrell). ANAZ, Sílvio Antonio Luiz. Processo criativo na indústria do audiovisual: do roteiro ao imaginário. Galaxia, São Paulo, n. 38, p. 98-113, mai-ago. 2018. Essa complexidade narrativa, que subverte papéis tradicionais, visa construir personagens classificados como:
No filme Blade Runner, a estrutura arquétipica do "herói vence o monstro" é complementada por uma variação em que o monstro (Roy Batty) salva o herói (Rick Deckard) e assassina seu criador (Eldon Tyrrell).
ANAZ, Sílvio Antonio Luiz. Processo criativo na indústria do audiovisual: do roteiro ao imaginário. Galaxia, São Paulo, n. 38, p. 98-113, mai-ago. 2018.
Essa complexidade narrativa, que subverte papéis tradicionais, visa construir personagens classificados como:
Planos ou unidimensionais.
Estereotipados e a-históricos.
Redondos ou tridimensionais.
Protótipos de narrativas lineares.
Representações degradadas de mitos.
A passagem destaca que Blade Runner subverte a estrutura arquetípica clássica “herói vence o monstro”, porque o “monstro” (Roy Batty) salva o herói (Deckard) e ainda assassina seu criador (Tyrrell). Ou seja, os papéis não são fixos nem previsíveis: o antagonista ganha traços de humanidade/ética e o herói deixa de ser um polo moral simples.
Em teoria narrativa, quando uma obra constrói personagens com contradições, ambivalências, mudanças e profundidade psicológica, eles são classificados como personagens redondos (tridimensionais). Esse tipo de personagem não cabe em um único traço (como “apenas vilão” ou “apenas herói”), ao contrário dos planos/unidimensionais, que tendem a cumprir funções rígidas e estereotipadas.
Portanto, a “complexidade narrativa” mencionada tem como objetivo produzir personagens mais complexos e multifacetados.
Alternativa correta: (C).