Administração: Na análise organizacional sob a ótica de Fligstein e McAdam (2012), um campo de ação estratégica é definido como uma unidade socialmente autônoma onde os atores interagem. No cinema brasileiro, o campo da produção cinematográfica pode ser visto como um conjunto de subcampos adjacentes e dependentes. Dentro desta estrutura hierárquica, as empresas produtoras tendem a ocupar posições centrais na rede, concentrando poder e decisão estratégica em relação às empresas que prestam serviços de áudio e imagem. A estabilidade desses campos depende da legitimação de regras e do entendimento compartilhado entre os grupos dominantes e os demais atores. A consolidação ocorre pelas trocas efetuadas, sobretudo as que dizem respeito ao entendimento do próprio campo e suas posições relativas. TAÑO, Debora Regina; CÂNDIDO, Silvio Eduardo; Alvarez TORKOMIAN, Ana Lúcia Vitale. Dinâmicas de campos, redes e políticas públicas na produção e pós-produção do cinema brasileiro. Políticas Culturais em Revista, Salvador, v. 18, n. 1, p. 317-343, jan./jun. 2025. Sobre a configuração das redes no campo cinematográfico brasileiro descrita no estudo, assinale a alternativa que define corretamente a posição das empresas produtoras:
Na análise organizacional sob a ótica de Fligstein e McAdam (2012), um campo de ação estratégica é definido como uma unidade socialmente autônoma onde os atores interagem. No cinema brasileiro, o campo da produção cinematográfica pode ser visto como um conjunto de subcampos adjacentes e dependentes. Dentro desta estrutura hierárquica, as empresas produtoras tendem a ocupar posições centrais na rede, concentrando poder e decisão estratégica em relação às empresas que prestam serviços de áudio e imagem. A estabilidade desses campos depende da legitimação de regras e do entendimento compartilhado entre os grupos dominantes e os demais atores. A consolidação ocorre pelas trocas efetuadas, sobretudo as que dizem respeito ao entendimento do próprio campo e suas posições relativas.
TAÑO, Debora Regina; CÂNDIDO, Silvio Eduardo; Alvarez TORKOMIAN, Ana Lúcia Vitale. Dinâmicas de campos, redes e políticas públicas na produção e pós-produção do cinema brasileiro. Políticas Culturais em Revista, Salvador, v. 18, n. 1, p. 317-343, jan./jun. 2025.
Sobre a configuração das redes no campo cinematográfico brasileiro descrita no estudo, assinale a alternativa que define corretamente a posição das empresas produtoras:
Atuam como coadjuvantes na captação de recursos, delegando decisões às empresas de pós-produção.
São periféricas na rede devido à alta especialização técnica exigida pelo setor de imagem.
Tendem a ser centrais, concentrando poder em relação às empresas prestadoras de serviços.
Possuem dependência hierárquica total das empresas de pós-produção de áudio.
Funcionam de forma isolada, sem necessidade de interconexão com subcampos adjacentes.
Pelo enunciado, o campo da produção cinematográfica é descrito como um conjunto de subcampos adjacentes e dependentes, com estrutura hierárquica. Nessa hierarquia, é afirmado explicitamente que as empresas produtoras tendem a ocupar posições centrais na rede, pois concentram poder e decisão estratégica quando comparadas às empresas que prestam serviços de áudio e imagem (que ficam mais subordinadas na dinâmica do campo).
Logo, a alternativa correta é a que reconhece essa centralidade das produtoras e sua capacidade de concentrar poder em relação às prestadoras de serviços.
Alternativa correta: (C).