A situação narrada no caso concreto (caso 4), frente à doutrina sobre a atuação da Defensoria Pública na execução penal e segundo a Lei de Execução Penal, Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, e suas alterações posteriores, é correto afirmar que

Questão

A situação narrada no caso concreto (caso 4), frente à doutrina sobre a atuação da Defensoria Pública na execução penal e segundo a Lei de Execução Penal, Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, e suas alterações posteriores, é correto afirmar que

Alternativas

A) a atuação da Defensoria Pública não se justifica no caso em tela, uma vez que a situação foge à sua missão institucional e configura uma exceção ao princípio da ampla defesa.

B) a privação da liberdade é fator que gera vulnerabilidade, legitimando, assim, a atuação da Defensoria Pública, mesmo em favor daqueles que possuem advogado constituído.

86%

C) a situação descrita não justifica a intervenção da Defensoria Pública, por se afastar de seus princípios institucionais, de sua vocação constitucional e, também, de sua legitimação extraordinária.

D) a legitimação ordinária da Defensoria Pública, no caso, somente seria juridicamente admissível se exercida em litisconsórcio com o Ministério Público, atuando este na condição de fiscal da lei.

E) a situação descrita não justifica a intervenção da Defensoria Pública, por se afastar de seus princípios institucionais, de sua vocação constitucional e, também, de sua legitimação extraordinária, sendo a hipótese atribuição do Ministério Público, na qualidade de fiscal da legalidade.

Explicação

  1. Na execução penal, a Lei de Execução Penal (LEP) assegura ao preso a assistência jurídica e prevê a atuação da Defensoria Pública para garantir a efetividade da ampla defesa e do acesso à justiça no âmbito do cumprimento da pena.

  2. A doutrina e a leitura sistemática da LEP, em conjunto com a Constituição, reconhecem que a condição de pessoa privada de liberdade é, por si, um fator de vulnerabilidade (jurídica, social e informacional), o que reforça a necessidade/legitimidade de atuação institucional da Defensoria Pública na tutela de direitos na execução penal.

  3. Essa vulnerabilidade não desaparece automaticamente pela existência de advogado constituído. Em situações concretas em que haja risco a direitos fundamentais na execução (ex.: ilegalidades, omissões estatais, violação de garantias), a Defensoria pode atuar para assegurar proteção efetiva, sem que isso configure exceção à ampla defesa; ao contrário, é mecanismo de concretização dessa garantia.

  4. As alternativas A, C e E negam a legitimidade da Defensoria com base em suposto afastamento de missão institucional, o que contraria a lógica protetiva da LEP e o entendimento de que o cárcere potencializa vulnerabilidades. A alternativa D também é incorreta porque não há exigência de litisconsórcio com o Ministério Público para que a Defensoria atue; as funções institucionais são distintas (defesa/assistência jurídica vs. fiscal da lei).

Alternativa correta: B.

Questões relacionadas

Ver últimas questões

Comece a estudar de forma inteligente hoje mesmo

Resolva questões de concursos e vestibulares com IA, gere simulados personalizados e domine os conteúdos que mais caem nas provas.

Cancele quando quiser.