Durante um experimento, dois sólidos, A e B, de massas iguais, foram aquecidos de forma contínua e com a mesma fonte de calor. A variação da temperatura em função do tempo foi registrada para ambos. O sólido A é uma substância pura, enquanto o sólido B é uma mistura de dois componentes. Represente esquematicamente os dois gráficos (Temperatura vs. Tempo) do estado sólido até o estado gasoso e explique as principais diferenças entre eles.

Questão

Durante um experimento, dois sólidos, A e B, de massas iguais, foram aquecidos de forma contínua e com a mesma fonte de calor. A variação da temperatura em função do tempo foi registrada para ambos. O sólido A é uma substância pura, enquanto o sólido B é uma mistura de dois componentes.

Represente esquematicamente os dois gráficos (Temperatura vs. Tempo) do estado sólido até o estado gasoso e explique as principais diferenças entre eles.

Resposta

92%

Para o sólido A (substância pura) o gráfico T×tT\times t tem patamares horizontais nos pontos de fusão e ebulição; para o sólido B (mistura) não há patamares bem definidos, e sim intervalos de fusão e ebulição com temperatura variando durante as mudanças de fase.

Explicação

  1. Ideia física do experimento
  • Os dois sólidos têm massas iguais e recebem calor continuamente da mesma fonte. Logo, a energia fornecida cresce com o tempo de modo semelhante para ambos.
  • O que muda é como a temperatura responde ao calor recebido, especialmente durante mudanças de fase.
  1. Sólido A (substância pura): comportamento típico Para uma substância pura (a pressão constante), as mudanças de fase ocorrem a temperatura constante:
  • Aquecimento no estado sólido: TT sobe com o tempo.
  • Fusão: ao atingir o ponto de fusão TfT_f, a temperatura fica constante enquanto o calor fornecido é usado como calor latente de fusão. No gráfico, aparece um patamar horizontal em TfT_f.
  • Aquecimento no líquido: após fundir totalmente, TT volta a subir.
  • Ebulição: ao atingir o ponto de ebulição TeT_e, surge outro patamar horizontal em TeT_e (calor latente de vaporização).
  • Aquecimento no gás: depois de vaporizar totalmente, TT volta a subir.

Esquema (qualitativo) para A:

  • Trecho inclinado (sólido) → patamar (fusão em TfT_f) → trecho inclinado (líquido) → patamar (ebulição em TeT_e) → trecho inclinado (gás).
  1. Sólido B (mistura de dois componentes): comportamento típico Misturas, em geral (exceto casos especiais como misturas eutéticas/azeotrópicas), não mudam de fase em um único valor de temperatura, mas em um intervalo:
  • Ao “começar a fundir”, a composição do sólido e do líquido coexistentes pode ser diferente, e a temperatura de equilíbrio vai se ajustando conforme a proporção das fases muda.
  • Assim, durante a fusão a temperatura não fica rigorosamente constante: ela tende a continuar variando enquanto ocorre a mudança de fase.
  • O mesmo raciocínio vale para a ebulição: em misturas, o vapor pode ter composição diferente do líquido, e a ebulição ocorre em uma faixa de temperaturas.

Esquema (qualitativo) para B:

  • Trecho inclinado (sólido) → “faixa” de fusão (sem patamar horizontal; pode ser um trecho ainda crescente com menor inclinação) → trecho inclinado (líquido) → “faixa” de ebulição (novamente sem patamar horizontal) → trecho inclinado (gás).
  1. Principais diferenças entre os gráficos
  • Substância pura (A):
    • Dois patamares horizontais bem definidos: um em TfT_f (fusão) e outro em TeT_e (ebulição).
    • As mudanças de fase ocorrem a temperatura constante.
  • Mistura (B):
    • Em geral, não há patamares horizontais nítidos; há intervalos de fusão e de ebulição.
    • A temperatura varia durante as mudanças de fase (aparecem “rampas” ou trechos semiplanos, não perfeitamente horizontais).

Alternativa correta: não se aplica (questão discursiva, sem alternativas).

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