Segundo Bruno Latour, a separação entre natureza e cultura na modernidade resulta:

Questão

Segundo Bruno Latour, a separação entre natureza e cultura na modernidade resulta:

Alternativas

A. da inexistência de ciência no mundo antigo.

B. da criação de uma "máquina purificadora" que separa humanos e não humanos.

92%

C. da rejeição da filosofia moderna.

D. da predominância das cosmologias indígenas.

E. da influência exclusiva da biologia evolutiva.

Explicação

Bruno Latour, especialmente em Jamais Fomos Modernos, argumenta que a modernidade se sustenta numa operação (ou conjunto de práticas) que produz e mantém a separação entre dois domínios: Natureza (como se fosse “objetiva”, dos não humanos) e Cultura/Sociedade (como se fosse “subjetiva”, dos humanos).

  1. Para Latour, a modernidade não é definida por uma separação “natural” entre esses domínios, mas por um trabalho ativo que ele chama de purificação.

  2. Essa purificação funciona como uma espécie de “máquina purificadora”: ela classifica e separa entidades e explicações em dois polos — de um lado, o que seria “natural” (não humano), e de outro, o que seria “social/cultural” (humano).

  3. Ao mesmo tempo (e este é o ponto crítico de Latour), a própria modernidade produz inúmeros híbridos (quase-objetos/quase-sujeitos) que misturam humanos e não humanos (por exemplo, tecnociência, laboratórios, artefatos, redes sociotécnicas). Mas, para manter a narrativa moderna, a purificação continua operando como se a separação fosse clara e estável.

Portanto, a separação entre natureza e cultura na modernidade resulta, segundo Latour, da criação/atuação dessa “máquina purificadora” que separa humanos e não humanos.

Alternativa correta: (B).

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